Trump declara suspensão de ataques ao Irão, aceita cessar-fogo proposto pelo Paquistão, conselheiro insólito é o Coelho da Páscoa, guerra de audiências entre canais com contagem decrescente para possível ataque nuclear. Prémio Nobel da Páscoa - Expresso Likely publishing date: 2026-04-08 Aparentemente, o conflito atual em que se tomam decisões mais destrutivas é a guerra de audiências Na segunda-feira, Donald Trump forneceu detalhes sobre os avanços na guerra com o Irão, ladeado pelo seu conselheiro em matérias de geopolítica, o Coelho da Páscoa. Horas depois, faz uma publicação na rede social Truth Social que começa com "toda uma civilização vai morrer", referindo-se ao Irão, e que termina com “que Deus abençoe o grande povo do Irão.” No decorrer de terça-feira, a Casa Branca nega que a utilização de uma arma nuclear esteja a ser considerada. No fim do dia, Trump aceita a proposta do Paquistão de um cessar-fogo de duas semanas. Obrigado, Coelho da Páscoa. No Parlamento, o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, afirmou que Portugal condena "qualquer escalada, seja ela retórica ou efectiva" da guerra no Irão. "Qualquer escalada" é uma excelente formulação, pois permite a dúvida sobre o autor da escalada em causa. Ou mesmo sobre a escalada em questão. Paulo Rangel condena qualquer escalada: as escaladas efectivas, as escaladas retóricas e as escaladas da Serra da Arrábida - as mais perigosas de todas. Paulo Rangel condena as escaladas; por outro lado, não condena as escalas. O MNE diz que o governo tem razões para acreditar que o uso da Base das Lajes tem sido respeitado, já que o acordo com os EUA prevê que a infraestrutura não seja usada para ataques a alvos civis. Claro. Uma vez que a seriedade do líder do país aliado é inatacável, não há razões para pensar que os Estados Unidos pudessem usar as Lajes para esse tipo de escalada. Nas barbas de Paulo Rangel? Só se for pela calada. A CNN, a SIC Notícias e a NOW, durante toda a emissão de terça-feira, optaram por exibir um cronómetro em contagem decrescente que culminava no fim do prazo que Trump tinha dado ao Irão para reabrir o estreito de Ormuz. Aparentemente, o conflito atual em que se tomam decisões mais destrutivas é a guerra de audiências. Para competir com uma noite de Champions, os diretores de informação decidiram pôr no ar um contrarrelógio para o momento em que podiam ser lançadas armas nucleares. O telespectador ficou indeciso entre ver o Arsenal e ver o arsenal. Apesar de tudo, o canal de notícias da Media Livre perdeu a oportunidade de reforçar ainda mais o dramatismo: podia ter alterado, durante 24 horas, o seu nome para Apocalipse NOW. Tem dúvidas, sugestões ou críticas? Envie-me um e-mail:clubeexpresso@expresso.impresa.pt Faça login e junte-se ao debate Insira o código presente na Revista E para se juntar ao debate Cuidados paliativos em Portugal: um plano sem rumo Poderão os nossos tractores voar? Alemanha, Rússia, Israel. Não há expansionismos bons. Nem os bíblicos Uma greve com causa, com propósito e com urgência Sucesso no combate aos fogos pequenos está na origem dos grandes incêndios em Portugal, diz a OCDE A morte está no contrato, e algumas joias duram mais do que qualquer pessoa Operação Marquês: Sócrates não respondeu a carta de advogado oficioso, mas Luís Esteves não vai pedir escusa Incêndio destrói restaurante mexicano de Ljubomir Stanisic em Lisboa Pedro Abrunhosa faz apelo após bater com o carro por “aselhice”: “Não fiquei com dados para o seguro. 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