Metro de Lisboa enfrenta duas greves de 24 horas convocadas por cinco sindicatos; operação e comando central afetados, denúncias de assédio e sobrecarga; mais de 450 mil passageiros prejudicados diariamente. Greves no Metro de Lisboa voltam em abril e vão afetar mais de 450 mil passageiros por dia Likely publishing date: 2026-04-08 Greves no Metro de Lisboa voltam em abril e vão afetar mais de 450 mil passageiros por dia As paralisações convocadas para 9 e 14 de abril voltam a revelar tensões entre trabalhadores e administração. Assédio laboral, sobrecarga e ausência de diálogo alimentam um conflito que se arrasta há anos O Metropolitano de Lisboa volta a enfrentar um período de instabilidade, com duas greves de 24 horas marcadas para 9 e 14 de abril. Convocadas por cinco estruturas sindicais - FECTRANS, STTM, SINDEM, SITRA e SITESE - esta paralisação vai afetarmais de 450 mil pessoasque diariamente usam este meio de transporte, se considerarmos os169,2 milhoes de passageirostransportados em 2025, divididos pelos 365 dias do ano. Em declarações àRádio Renascença, Anabela Carvalheira, responsável pela FECTRANS, avisa que a paralisação incide sobre um grupo reduzido, mas determinante para o funcionamento da rede: os trabalhadores da área de exploração, incluindo chefias e operadores do posto de comando central, responsáveis por garantir a circulação dos comboios, a gestão da energia, a sinalização e a resposta a incidentes. Segundo a FECTRANS, o protesto não tem natureza salarial. Em causa estão denúncias de assédio moral e laboral, falta de diálogo com a administração e a exigência de respeito pelas fichas de funções das chefias, que, segundo os sindicatos, têm sido obrigadas a acumular responsabilidades em mais do que um posto de trabalho. Anabela Carvalheira admitiu à Antena 1 que os sindicatos podem recuar na convocatória da greve, desde que a administração do Metropolitano dê passos concretos para resolver o problema: “Está na sua responsabilidade para estes trabalhadores verem refletido o que efetivamente necessitam e poderem ainda desconvocar a greve.” A administração do Metropolitano de Lisboa não tem apresentado publicamente uma posição detalhada sobre estas acusações. Com o comando central parcialmente parado, a circulação deverá sofrer perturbações severas, uma vez que é este núcleo que monitoriza em tempo real a posição dos comboios, gere incidentes e assegura a continuidade do serviço. Um historial de tensões que expõe fragilidades estruturais Nos últimos anos, o Metropolitano de Lisboa tem sido palco deconflitos laborais recorrentes, quase sempre associados a problemas estruturais na operação. Entre 2020 e 2026, houve várias paralisações motivadas pela falta de trabalhadores em áreas críticas, pela pressão crescente sobre o posto de comando central, por condições de trabalho consideradas degradadas e por reivindicações relacionadas com a segurança operacional. Um estudo feito porinvestigadores do Observatório para as Condições de Vida e Trabalho,apresentado em 2021, revelava já que “20% dos maquinistas do Metro de Lisboa” estavam em“exaustão emocional extrema”. Notícias divulgadas por vários órgãos de comunicação nestes últimos anos documentaram queixas de sobrecarga, falta de meios e dificuldades na gestão de incidentes, num contexto em que a rede enfrentava também avarias frequentes em escadas rolantes, elevadores e sistemas de sinalização. As estruturas sindicais já tinham reportado situações em anos anteriores, apontando para conflitos internos persistentes e para uma relação tensa entre trabalhadores e administração. A área de exploração tem sido o epicentro destes confrontos. É neste setor que se concentram as chefias operacionais, os inspetores e encarregados de movimento e os operadores do comando central, profissionais que asseguram que a rede funcione com segurança e regularidade. Sem sinais de aproximação entre sindicatos e empresa, e com o Tribunal Arbitral a determinar que apenas se mantenham "serviços essenciais de segurança e manutenção", é esperado um impacto significativo na mobilidade subterrânea de Lisboa, mesmo sem maquinistas em greve. Tem dúvidas, sugestões ou críticas? Envie-me um e-mail:clubeexpresso@expresso.impresa.pt Faça login e junte-se ao debate Insira o código presente na Revista E para se juntar ao debate Incêndio em prédio de Lisboa corta trânsito na Rua Morais Soares "Na época alta é insuportável, transforma-se na Disneyland”: novas regras para 'tuk-tuk' em Lisboa não resolveram problemas Maria João Pereira e António Cotrim Oito pessoas assistidas por inalação de fumos após incêndio em hotel em Lisboa Morreu como viveu, sozinha: o génio escondido de Vivian Maier, uma das maiores fotógrafas do século XX, chega ao Porto Irão exige pagamento em criptomoedas para navios passarem pelo Estreito de Ormuz durante cessar-fogo Oleoduto Leste-Oeste, estratégico para a Arábia Saudita, atacado apesar de cessar-fogo Guia completo dos concertos de Rosalía na Meo Arena: o que esperar, horários, mapa do recinto, acessos e objetos proibidos Incêndio destrói restaurante mexicano de Ljubomir Stanisic em Lisboa Pedro Abrunhosa faz apelo após bater com o carro por “aselhice”: “Não fiquei com dados para o seguro. 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