Médica acusada de esquema fraudulento para reformas por invalidez; cobrava 1.000€ sem recibo; reformados e beneficiários podem responder criminalmente e ser obrigados a devolver dinheiro ao Estado; investigação em curso. Falsas reformas por invalidez: reformados arriscam processo crime e podem ter de devolver dinheiro - Expresso Likely publishing date: 2026-04-11 Falsas reformas por invalidez: reformados arriscam processo crime e podem ter de devolver dinheiro A médica que alegadamente cobrava mil euros por cada processo para obtenção de reformas por invalidez poderá vir a responder por crimes de burla e fraude à Segurança Social. Os beneficiários deste esquema poderão ser responsabilizados criminalmente e obrigados a devolver ao Estado todos os montantes recebidos de forma indevida Está ainda por determinar o valor total da alegada fraude ao Estado. Por cada processo de reforma por invalidez, a médica cobrava mil euros, sem emissão de recibo, sendo que estes processos poderão agora vir a ser revertidos. Segundo o advogado Paulo Veiga e Moura, "se se demonstrar que os pressupostos eram falsos, então esse ato do Estado é nulo, isto é, não produz qualquer efeito". Só aCarris diz ter identificado cerca de três dezenas de funcionárioscujos processos de reforma levantam sérias dúvidas. A médica poderá incorrer em vários crimes, entre os quais falsificação de documentos, fraude à Segurança Social e fraude fiscal. De acordo com o mesmo advogado, caso se prove a existência de um esquema mais alargado, poderá também estar em causa o crime de tráfico de influências, por eventual conluio entre várias pessoas. Está igualmente em causa o crime de burla, uma vez que os exames eram alegadamente prescritos em nome de um lar, permitindo que fossem comparticipados a 100% pelo Serviço Nacional de Saúde. Os próprios trabalhadores entretanto reformados poderão também vir a ser responsabilizados criminalmente. "Naturalmente, são coniventes na prática destes crimes e, portanto, poderão igualmente responder, quer pelo crime de fraude à Segurança Social, quer pelo crime de burla", afirmou Paulo Veiga e Moura. AoMinistério Público já recebeu uma queixa-crime apresentada pela Carris. Caso a fraude venha a ser comprovada, os beneficiários terão de devolver os montantes recebidos indevidamente. "Terão de devolver, se se comprovar que reconheciam a existência de um esquema fraudulento que legitimou a sua reforma", acrescentou o advogado. O mesmo poderá aplicar-se ao dinheiro pago pela Carris aos trabalhadores reformados como complemento, de forma a garantir que estes recebem de pensão o equivalente ao salário que recebiam. A SIC esteve esta sexta-feira no Centro de Saúde de Benavente, onde a médica também exerce funções, apesar de já se encontrar reformada. Estava escalada para o serviço de urgência, mas não compareceu. Médica cobra 1.000€ (sem fatura) para conseguir reforma por invalidez Tem dúvidas, sugestões ou críticas? Envie-me um e-mail:clubeexpresso@expresso.impresa.pt Faça login e junte-se ao debate Insira o código presente na Revista E para se juntar ao debate Governo deixa cair 25 dias de férias e tira trunfos à UGT Tempestades e guerra fazem Banco de Portugal rever em baixa previsões de crescimento para 2026 Quem quer ser Mário Centeno? 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