Possível fim da era Orbán marcado por participação eleitoral histórica, sondagens apontam vitória de Magyar; OSCE mobiliza missão recorde de observadores, denúncias de irregularidades, atenção internacional reforçada. Orbán e Magyar já votaram. Registada grande afluência às urnas na Hungria; Orbán e Magyar já votaram - Expresso Likely publishing date: 2026-04-12 Registada grande afluência às urnas na Hungria; Orbán e Magyar já votaram Este domingo, 8,1 milhões de húngaros são chamados a votar nas eleições legislativasmais disputadas dos últimos anos. Nas sondagens, o líder da oposição, Péter Magyar surge à frente e com a possibilidade de pôr um fim a 16 anos de governação do primeiro-ministro ultraconservador Viktor Orbán Observadores internacionais registaram este domingo uma "forte afluência" às urnas nas legislativas da Hungria, a ser acompanhadas por "uma das maiores missões" de sempre da OSCE, que destaca "um grande interesse regional" nestas eleições. "Fomos à abertura às seis da manhã e estamos a ver que há uma forte afluência. Havia pessoas na fila à espera, pessoas de todas as idades. Conhecemos uma senhora de 95 anos. Vimos crianças pequenas a chegar com os pais", comentou a deputada britânica Rupa Huq, chefe da delegação da Assembleia Parlamentar da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (AP-OSCE).É uma "eleição importante" e "parece que as pessoas querem votar", referiu a responsável, que este domingo de manhã visitou uma assembleia de voto numa escola em Peste, na capital húngara. Segundo dados oficiais citados pela imprensa húngara, em vários locais de voto registavam-se filas. Até às 11h locais (menos uma hora em Lisboa), 37,98% do eleitores tinham votado, enquanto 25,77% tinham votado até à mesma hora nas eleições legislativas de 2022. Além da AP-OSCE, a missão internacional de observação eleitoral integra elementos do Escritório para as Instituições Democráticas e Direitos Humanos (ODIHR, na sigla em inglês) e da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, num total de quase 400 observadores de longo e de curto prazo.Dois deputados portugueses, Luís Graça (PS) e António Rodrigues (PSD) integram a missão da AP-OSCE. "É uma missão enorme, uma das maiores missões alguma vez implementadas pela OSCE em qualquer país, e é claro que há um grande interesse em toda a região nestas eleições", disse Sargis Khandanyan, coordenador especial e chefe da missão de observação de curto prazo da OSCE.Para o responsável, as legislativas na Hungria "são eleições importantes e estão a ser muito discutidas em todos os países europeus, e não só nos países europeus". "Penso que os políticos estão muito interessados em fazer parte da missão de observação para ver com os seus próprios olhos como está a correr", referiu Khandanyan.Os observadores, explicou o responsável, focam-se nas questões administrativas e na segunda-feira ao início da tarde apresentarão um relatório preliminar. Esta é a quarta missão de observação da OSCE na Hungria e as recomendações feitas no passado serão tidas em conta."Estamos também a verificar estas eleições em relação a essas recomendações e também ao documento de Copenhaga de 1990, que é a base da nossa missão de observação eleitoral", disse o coordenador especial. Nas legislativas de 2022, os observadores concluíram que os eleitores dispunham de "alternativas distintas" e que as eleições foram bem organizadas.No entanto, notaram que "o processo foi marcado pela sobreposição generalizada das mensagens do governo e da coligação governamental, que esbateu a linha entre Estado e partido, bem como pelo viés mediático e pelo financiamento opaco de campanhas". Questionado sobre críticas à presença na equipa de uma antiga tradutora do Presidente russo, Vladimir Putin, o responsável disse tratar-se de "uma questão de pessoal" da organização, remetendo mais esclarecimentos para o secretariado da AP-OSCE. Estas eleições, que decorrem numambiente altamente polarizado, estão a ser monitorizadas por grupos alternativos, incluindo ligados ao primeiro-ministro Orbán, algo que o responsável da missão da OSCE desvalorizou, referindo que a autorização cabe à administração eleitoral húngara e "existe um direito de observação"."Mas penso que, no que toca à credibilidade, a OCSE tem uma grande experiência e sempre foi uma fonte muito credível de informação, de observação eleitoral durante tantos anos, por isso não estamos a competir com nenhuma outra eleição", sublinhou. "Estamos confiantes de que a nossa declaração e as nossas conclusões são objetivas, abrangentes e não nos vamos comparar com outras observações eleitorais", acrescentou.Instado a comentar se considera que as eleições serão justas, Khandanyan reiterou: "Estamos a observar o processo eleitoral e não estamos a dar uma avaliação política às eleições. (...) Estamos a trabalhar aqui para opovo húngaro"."Somos políticos, cada um tem as suas próprias opiniões, etc. Mas deixamos de lado estas opiniões políticas quando estamos aqui na Hungria e tentamos ser neutros", disse ainda. Órban e Magyar já votaram Cerca de 8,1 milhões de húngaros são chamados a votar este domingo nas eleições mais disputadas dos últimos anos e que estão a ser consideradas decisivas, quando o líder da oposição,Péter Magyar(Tisza, centro-direita), surge à frente nas sondagens e com a possibilidade de pôr um fim a 16 anos de governação do primeiro-ministro ultraconservador Viktor Orbán (Fidesz). Os dois principais candidatos já votaram.Pouco depois das 8h locais (7h, hora de Lisboa), os grandes rivais na corrida pelo poder exerceram o seu direito de voto em Budapeste, numas eleições consideradas as mais importantes desde a queda do comunismo em 1989. O candidato conservador e antigo militante do partido governante Fidesz, Péter Magyar, de 45 anos, dirigiu-se à secção de voto do seu bairro na capital húngara às 8h25 da manhã (7h25 em Lisboa), rodeado por dezenas de jornalistas."Ninguém deve ter medo. Hoje haverá uma mudança de sistema na Hungria. Milhões de húngaros farão história. Não há de quem ter medo", afirmou Magyar à imprensa após votar. "O Estado mafioso já não tem poder sobre nenhum cidadão húngaro", afirmou o líder da oposição, numa alusão a Orbán, que governa o país da Europa Central desde 2010 com amplas maiorias absolutas que lhe permitiram alterar à sua vontade a Constituição e a lei eleitoral, entre muitas outras medidas. ViktorOrbángarantiu, por sua vez, que felicitará Magyar se este vencer as eleições, antes de apelar ao voto no seu partido, o Fidesz, defendendo que "é a opção mais segura". O atual primeiro-ministro, de 62 anos, assegurou que, em caso de uma "enorme vitória" de Magyar, abandonará a presidência do Fidesz, partido que cofundou em 1988 e que domina há décadas. Questionado pela imprensa se estas seriam as suas últimas eleições em caso de uma derrota clara, Orbán respondeu: "De forma alguma, sou um homem jovem, estas não serão as minhas últimas eleições"."É preciso respeitar a decisão do povo", acrescentou Viktor Orbán, no meio dos alertas lançados por ambos os candidatos sobre a possibilidade de fraude eleitoral nas eleições. O partido Tisza referiu que recebeu cerca de 60 denúncias no seu 'site' por alegadas irregularidades cometidas por simpatizantes do Fidesz de Orbán, enquanto o eurodeputado do Fidesz Csaba Domotor afirmou que o seu partido tem registo de 639 casos de irregularidades eleitorais e que existem 74 queixas policiais pendentes. Segundo os primeiros dados da Comissão Eleitoral da Hungria, às 9h, horas locais, quase 17% dos mais de 8,1 milhões de cidadãos com direito a voto já tinham comparecido às mesas. Até agora, a maior afluência às urnas a essa mesma hora tinha sido registada nas eleições de 2002, com 12%. As sondagens de intenção de voto dão uma clara vantagem a Magyar, embora as particularidades do sistema eleitoral húngaro, reformado várias vezes desde 2011 em benefício do Fidesz, não excluam a possibilidade de uma maioria de assentos para Orbán. Um grupo de ativistas do movimento cívico AHang (A Voz) esperava por Orbán em frente à escola onde votou com um grande cartaz em forma de cartão de embarque para um voo Budapeste-Moscovo, com partida esta noite, numa alusão às estreitas relações do primeiro-ministro com a Rússia. Devido à importância de Orbán para o movimento populista ultraconservador, as eleições húngaras são acompanhadas com atenção, tanto pelos seus apoiantes como pelos seus críticos, entre os quais a Ucrânia e a União Europeia, com quem o líder magiar está em conflito há anos. Tanto o presidente norte-americano, Donald Trump, como o líder russo, Vladimir Putin, apoiam Orbán, juntamente com numerosos líderes da extrema-direita europeia, como a francesa Marine Le Pen ou o espanhol Santiago Abascal, entre outros. As mesas de voto permanecerão abertas até às 19h locais e os primeiros resultados relevantes são esperados para depois das 22h na Hungria. “Dizem-se soberanistas, mas não querem saber das pessoas.” Como uma revolta de ambientalistas pode custar a Orbán o seu maior bastião A pressão da História sobre o rebelde que quer mudar a Hungria Mesmo sem Orbán, será possível devolver a Hungria à democracia plena? Sondagem revela que húngaros querem suavizar relação com a UE, mas sem escancarar portas à Ucrânia Dentro do comício de Orbán e JD Vance em Budapeste: “Em dois ou três anos, toda a gente vai estar onde a Hungria está hoje” Tem dúvidas, sugestões ou críticas? Envie-me um e-mail:clubeexpresso@expresso.impresa.pt Faça login e junte-se ao debate Insira o código presente na Revista E para se juntar ao debate PSP volta a suspender recolha de biometria nos principais aeroportos Ucrânia: Kiev e Moscovo trocam acusações de violação da trégua de Páscoa Otimismo, contradições e ameaças marcam primeiro dia de negociações entre EUA e Irão Hungria, 2026: quem é e o que defende Péter Magyar, o antigo 'pupilo' que pode arredar Orbán do poder Saúde e Turismo puxam pelo salário médio em Portugal: cresceu 11% em seis anos (já descontando a inflação) Ministra da Educação da Estónia: “As crianças não devem começar a escola formal antes dos 7 anos" “Nos próximos quatro, cinco anos, vamos eletrificar tudo. 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