Morreu Diogo Ramada Curto, diretor da Biblioteca Nacional e historiador. Presidente da República lamenta perda, destaca impacto académico, obra sobre História, crítica ao colonialismo e temas sociais, prémios recebidos.


Presidente da República lamenta morte do historiador Diogo Ramada Curto - Expresso Likely publishing date: 2026-04-12

Presidente da República lamenta morte do historiador Diogo Ramada Curto

Diogo Ramada Curto morreu este sábado aos 66 anos. Historiador, professor catedrático,diretor da Biblioteca Nacional ecolaborador de longa data do Expresso

O Presidente da República manifestou hoje tristeza e consternação pela morte do diretor-geral da Biblioteca Nacional de Portugal, o historiador Diogo Ramada Curto, destacando o seu trabalho universitário e a “longa lista” de livros e artigos que publicou.

Diogo Ramada Curto, professor catedrático da Faculdade de Ciências, Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa,morreuno sábado, aos 66 anos.

Numa nota publicada na página da Presidência da República, refere-se que foi “com tristeza e consternação” que António José Seguro tomou conhecimento da morte de Diogo Ramada Curto.

“Com o seu trabalho universitário, a sua longa lista de livros e artigos publicados, bem como através de uma contínua e sempre assinalável participação no debate público sobre a cultura e a história portuguesas, distinguiu-se na vida intelectual portuguesa”, salienta o chefe de Estado na mesma nota.

O Presidente da Republica considera que “Diogo Sassetti Ramada Curto foi um académico prestigiado, com passagem por universidades como o Instituto Universitário Europeu de Florença (onde ocupou a Cátedra Vasco da Gama), a École des Hautes Études em Paris, e as universidades de Yale, Brown, Barcelona ou São Paulo”.

“Era diretor da Biblioteca Nacional e professor catedrático da Nova FCSH. Defendeu, na linha do seu mestre Vitorino Magalhães Godinho, que o estudo da História faz parte das necessidades de formação de cidadãos conscientes e ativos”, acrescenta.

O Presidente da República realça, ainda, que Diogo Ramada Curto tratou “temas como racismo, classe social e questões de género”.

“A sua voz crítica ergueu-se frequentemente contra as visões mais tradicionais, complacentes ou apenas celebratórias da História portuguesa, recusando-a como um dogma”, sustenta.

Como diretor da Biblioteca Nacional, o chefe de Estado considera que lhe deu “um novo caráter, dinamizando-a com inteligência e paixão, confirmando-a como lugar de estudo, encontro e debate, que desde sempre frequentou”.

Diogo Ramada Curto nasceu em Lisboa, em 1959. Foi nomeado diretor-geral da Biblioteca Nacional de Portugal em abril de 2024.

Professor catedrático no Departamento de Estudos Políticos da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH-Nova), onde se licenciou em História, doutorou em Sociologia Histórica e lecionou nos departamentos de Sociologia e História, Ramada Curto foi também professor visitante em diferentes instituições de ensino superior, como a École des Hautes Études en Sciences Sociales, em Paris, França, a Universitat Autònoma de Barcelona, em Espanha, a Brown University e a Yale University, nos Estados Unidos, e a Universidade de São Paulo, no Brasil.

Entre 2000 e 2008, ocupou a Cátedra Vasco da Gama em História da Expansão Europeia do Instituto Universitário Europeu, em Florença.

O seu trabalho de investigação foi desenvolvido três áreas – cultura escrita e intelectual, impérios e colonialismo, e cultura política –, somando dezenas de títulos e artigos dedicados a temas como globalização, história global e história dos impérios, história das ideias políticas, história da escravatura ao trabalho forçado, assim como a abordagem do livro e da leitura, na perspetiva da Sociologia Histórica.

Entre as suas mais recentes obras estão “Um país em bicos de pés - Escritores, artistas e movimentos culturais” (Edições70, 2023), com que venceu o Prémio de Ensaio Jacinto do Prado Coelho da Associação Portuguesa dos Críticos Literários, em 2024, e “O colonialismo português em África - De Livingstone a Luandino” (Edições70, 2020).

Em 2014, foi distinguido com o Prémio PEN Clube na categoria de Ensaio com o livro “Para que serve a história?” (Tinta da China, 2013) e, em 2015, com o Prémio Jabuti (coletivo) atribuído à obra “O Brasil colonial” (Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2014).

Entre as obras de Ramada Curto contam-se igualmente “Políticas coloniais em tempo de revoltas - Angola circa 1961”, em coautoria com Teresa Furtado e Bernardo Pinto da Cruz (Afrontamento, 2016), “Cultura imperial e projectos coloniais, séculos XV-XVIII” (Campinas, Unicamp, 2009), e “Bibliografia da História do Livro em Portugal” (BNP, 2005).

Morreu Diogo Ramada Curto, historiador e colunista do Expresso

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