Naufrágio de barco com refugiados rohingya e bengalis partindo do Bangladesh deixa cerca de 250 desaparecidos no mar de Andaman; apenas nove resgatados; sobrecarga, mar agitado citados como causas prováveis. Naufrágio de Barco de refugiados rohingya que partiu do Bangladesh deixa 250 pessoas desaparecidas - Expresso Likely publishing date: 2026-04-14 Naufrágio de Barco de refugiados rohingya que partiu do Bangladesh deixa 250 pessoas desaparecidas Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, o barco de pesca, que tinha por destino a Malásia, “pode ter afundado devido a ventos fortes, mar agitado e excesso de carga” Cerca de 250 pessoas, incluindo crianças, estão desaparecidas após o naufrágio de um barco que transportava refugiados rohingya e cidadãos bengalis no mar de Andaman, anunciou hoje o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). "O barco de pesca, que partiu de Teknaf, no sul do Bangladesh, com destino à Malásia, pode ter afundado devido a ventos fortes, mar agitado e excesso de carga", escreveu o ACNUR num comunicado. Mas, as circunstâncias exatas em que ocorreu este naufrágio continuam incertas. Contudo, segundo informações preliminares, a embarcação transportava 280 pessoas e tinha deixado as costas bengalis a 4 de abril. "Um navio bengali, que partiu de Chittagong", o principal porto do Bangladesh, "com destino à Indonésia, avistou a 09 de abril várias pessoas à deriva no mar usando bidões e troncos de árvores, antes de as resgatar ao largo das ilhas Andaman", disse à agência de notícias francesa AFP Sabbir Alam Sujan, porta-voz da guarda costeira deste país da Ásia do Sul. Um dos seus navios, que estava a caminho da Indonésia, resgatou um total de nove pessoas, incluindo uma mulher, nesses memso dia 09 de abril, precisou. "Havia cerca de 280 passageiros, incluindo mulheres e crianças. Vários de nós estavam retidos na caldeira do barco de pesca, alguns morreram lá. Fui queimado por combustível derramado a bordo", testemunhou, entretanto, à AFP um dos sobreviventes, Rafiqul Islam, 40 anos, que vivia no campo de refugiados de Kutupalong. Aquela testemunha relatou que embarcou no "barco de pesca" sobrecarregado em troca de uma promessa de emprego na Malásia. "Navegámos durante quatro dias e quatro noites antes de capotar", explicou este passageiro, acrescentando: "Andámos à deriva durante quase 36 horas antes de sermos resgatados por um navio em alto-mar". Entre as nove pessoas resgatadas, quatro faziam parte da tripulação, segundo ele. Em 2017, centenas de milhares de rohingyas, uma minoria, na sua maioria muçulmana, vítima de uma repressão sangrenta do exército da Birmânia e de milícias budistas, refugiaram-se no vizinho Bangladesh. A Birmânia sempre sustentou que a repressão pelas forças armadas era justificada para suprimir uma insurgência dos rohingyas. Milhares deles arriscam a vida todos os anos em longas e perigosas travessias marítimas na tentativa de chegar à Malásia ou à Indonésia, a partir da Birmânia ou do Bangladesh. Aqueles que estavam a bordo do barco recentemente naufragado terão embarcado para fugir do imenso campo superlotado de Balukhali, em Cox's Bazar, onde mais de um milhão de refugiados vivem em condições deploráveis. "Este incidente trágico ilustra as dramáticas consequências de um deslocamento prolongado e da ausência de soluções duradouras para os rohingyas", declarou o ACNUR num comunicado. Esta tragédia vem "recordar que são necessários esforços urgentes para enfrentar as causas profundas" pelas quais os rohingyas fugiram da Birmânia e a necessidade de "criar as condições que permitam aos refugiados rohingya regressar voluntariamente às suas casas, em segurança e com dignidade", acrescentou. O mar de Andaman situa-se no nordeste do oceano Índico e estende-se entre as ilhas Andaman e Nicobar (Índia) a oeste, as costas da Birmânia a norte e a leste e as costas ocidentais da Tailândia, bem como a península malaia. No ano passado, o ACNUR anunciou que 427 rohingyas tinham desaparecido e eram considerados mortos no mar em dois naufrágios ocorridos nos dias 09 e 10 de maio de 2025, ao largo das costas da Birmânia. Mais de 650 rohingyas morreram em 2024 nas águas da região, segundo a agência das Nações Unidas para os refugiados. Tem dúvidas, sugestões ou críticas? Envie-me um e-mail:clubeexpresso@expresso.impresa.pt Faça login e junte-se ao debate Insira o código presente na Revista E para se juntar ao debate Israel e Líbano aceitam iniciar negociações diretas para um acordo de paz Guterres acredita que "é altamente provável" o retomar de negociações entre EUA e Irão Justiça escocesa condena homem por homicídio após abuso prolongado levar esposa ao suicídio As revoluções de Frida Kahlo, cuja obra se confunde com a imagem do México Carminho, Brian Eno e Patti Smith no Pavilhão da Santa Sé na Bienal de Veneza Contratos conhecidos em maio: Finanças, Ministério Público e Tribunal de Contas na fiscalização dos mega investimentos militares SIS identifica pela primeira vez Rússia, China, Coreia do Norte e Irão como principais ameaças à segurança nacional Pacheco Pereira atirou com a história, Ventura insistiu com as comparações num debate sobre "palas nos olhos" De 500€ para 1.900€: o detalhe no IRS que pode mudar completamente o seu reembolso Venezuela: cerca de 150 milhões de barris de petróleo vendidos desde captura de Maduro O investimento foi caro, mas o transporte é "certinho": Porto testa o metrobus e opiniões dividem-se Alemanha prepara maior exército da Europa, mas o regresso do poder militar reacende velhos fantasmas Operação Marquês: Tribunal Europeu dos Direitos Humanos pede esclarecimentos a Portugal Fundador da Zara é o investidor imobiliário mais rico do mundo O CEO é o limite José Luís Castro, CEO da Sotecnisol: “Tive de despedir pessoas para salvar a empresa. 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