Vitória surpreendente da oposição liderada por Péter Magyar derrota Orbán e Fidesz, rompe mito de direita iliberal imbatível, evidencia rejeição ao populismo, escândalos de corrupção e colapso económico como fatores-chave. O aviso de Péter Marki-Zay, ex-líder da oposição húngara: “Não venham por este caminho. Quando se elegem populistas, colhe-se desigualdade” Likely publishing date: 2026-04-15 O aviso de Péter Marki-Zay, ex-líder da oposição húngara: “Não venham por este caminho. Quando se elegem populistas, colhe-se desigualdade” Adversário público e notório de Viktor Orbán desde 2018, Péter Márki-Zay é católico praticante e pai de sete filhos. Em 2022, foi neste conservador que a oposição depositou todas as esperanças. Acabou por perder e, por isso, ninguém melhor do que ele sabe explicar o que resultou melhor este ano Péter Márki-Zay foi uma espécie de Péter Magyar um pouco fora do tempo. Cedo de mais, talvez. Conservador, pai de sete filhos, que “já ia à igreja ao domingo quando Viktor Orbán ainda era da Juventude Comunista”, como disse ao jornal britânico “The Observer” quando foi candidato de toda a oposição às legislativas de 2022. Perdeu com estrondo, ao não conseguir mais do que 57 de 199 assentos no Parlamento. Com maioria de mais de dois terços, Orbán e o seu partido Fidesz (Aliança dos Jovens Democratas, ultranacionalista) conseguiram apertar ainda mais os seus tentáculos em redor das instituições do Estado. As eleições aconteceram menos de um mês após a invasão da Ucrânia. Na véspera do ataque russo, Márki-Zay afirmara que a Hungria, se chamada pela NATO, enviaria apoio a Kiev. A partir daí, a corrida estava perdida. O Fidesz pegou nestas declarações e, em minutos, todos os meios de comunicação públicos destacavam o mesmo título: Marki-Zay quer enviar húngaros para a guerra. Os votantes levaram o medo para a cabine de voto e MZP, como é conhecido no mundo político húngaro —no país o apelido aparece antes do nome próprio —, voltou para a sua cidade de Hódmezővásárhely, bastião do Fidesz no sul da Hungria, onde é presidente da Câmara. Nunca deixou de ser uma voz contra Orbán, em quem chegou a votar há mais de 20 anos, e a sua campanha de 2022 teve momentos emblemáticos, como uma visita à rua de Bruxelas onde existe um cano de esgoto pelo qual um eurodeputado do Fidesz fugiu à rusga policial a uma orgiagayque violou as regras do confinamento. O parlamentar em causa, que mais tarde se demitiu, fora um dos arquitetos da cláusula da Constituição húngara que define o casamento como união heterossexual. Doutorado em História da Economia, MZP foi vendedor porta-a-porta no Canadá, e regressou para a Hungria para trabalhar numa fábrica de componentes elétricos. Foi demitido assim que anunciou a intenção de concorrer à autarquia da sua terra. Todos os jornais dizem que começou uma nova era. Ao mesmo tempo, dizem que Magyar e Orbán partilham valores. É ou não uma nova era? Sim, absolutamente. A diferença não está só nos números. O que é grande nesta vitória é que, há apenas quatro anos, nós, toda a oposição, achávamos que era impossível derrotar Orbán, porque ele não só montou um regime corrupto como tinha e tem apoio da maioria dos líderes mundiais, de Trump a Putin e a Xi Jinping. Há também a máquina de propaganda, que conseguiu, de tão eficaz, manipular as pessoas para apoiarem um sistema que está a destruir a Europa, a Hungria, e os próprios interesses húngaros. Um sistema que fez de Orbán e dos seus apaniguados pessoas ricas, enquanto toda a Hungria foi empobrecendo. Acreditávamos, até há poucos dias, que, com todas as ferramentas na mão, e uma maioria de dois terços com que modificou totalmente a Constituição, não seria de um dia para o outro que se alcançaria este resultado. Até há dois anos, e muito mais há quatro, as pessoas estiveram desmotivadas, desmobilizadas. Gradualmente, porém, fomos vendo um raio de esperança, e aqui estamos, a viver dias que ultrapassam largamente os nossos sonhos mais ousados. Diria que é uma revolução? Diria, claro. Isto é, realmente, uma surpresa enorme. Nas últimas semanas já se ia prevendo uma mudança, e uma mudança significativa, mas é muito maior do que alguma vez o Fidesz conseguiu dentro de um sistema cuidadosamente desenhado por si e pelos seus apoiantes. Imagine o que teria acontecido sem as batotas e as fraudes cometidas pelo Fidesz, sem a propaganda. É simplesmente espantoso. O real apoio do Fidesz entre os húngaros deve estar perto dos 10%. Porque resultou desta vez? Há quatro anos foi a sua coligação que tentou o que agora aconteceu. O que mudou? O carisma de Magyar? O Tisza ser novo, sem conotações do passado? Ou foi só sentimento anti-Orbán? Tudo isso teve influência, mas o sentimento de completo repúdio pelo regime de Orbán foi determinante. A maior parte dos jovens expressava isso ontem, nas ruas de Budapeste: esperam uma forma nova de Governo: honestidade, felicidade, democracia, Estado de Direito. Não é tanto personalidade de Péter Magyar. Confessam, e eu concordo, que não é por gostarmos muito dele que o apoiamos. Foi por isso que o Fidesz falhou na campanha de difamação, concentraram-se na personalidade, e ninguém quer saber assim tanto disso. Apoiámo-lo porque era o único capaz de derrotar o Fidesz. Não queremos saber se por acaso foi para a cama com uma mulher e gravou isso ou se é um bocado mal-educado para o seustaff. Queríamos era livrar-nos de Orbán. Mas também não foi só Orbán. A economia foi referida por todas as pessoas que entrevistámos. Completamente. A preocupação n.º 1 é a economia. E a economia sofreu, mesmo para lá da recessão na Europa, porque na Hungria foi ainda maior, também por causa da falta de fundos europeus. Quando havia fundos, Orbán e os amigos lucravam e ainda sobrava. Nos últimos quatro anos, com a inflação, a guerra e menos fundos, só conseguiu meter nos seus próprios bolsos, e notou-se. Quase não houve projetos de desenvolvimento, fora as fábricas chinesas. Os serviços públicos, os cuidados de saúde, a educação, os transportes públicos colapsaram. Os escândalos de corrupção são conhecidos há anos. Houve muitos outros escândalos desta vez, e não visíveis, porque a vida está pior, as pessoas prestam mais atenção. Sim, toda a gente sabia que família de Orbán e os seus cúmplices se estavam a tornar super-ricos. Mas, quando as pessoas estão a ficar pobres, ver zebras, por exemplo, na propriedade de Orbán deixa-as furiosas. Ver que as mulheres dos políticos do Fidesz usam sapatos, malas, relógios, etc., que custam o equivalente ao rendimento anual dessas pessoas, ou mais. E houve o perdão presidencial a um cúmplice de abuxo sexual de menores, e também o caso do ir envio de militares para o Chade… E, mais recentemente, o envenenamento de trabalhadores em fábricas de baterias. Ouvimos falar disso no local, em Debrecen. Na sua opinião, qual destes casos chocou mais a população? Bom, acho que ter-se descoberto que o filho de Orbán teve um sonho, o de que podia salvar o cristianismo em África, e que foi essa a razão para aprovar o envio de 300 a 500 soldados húngaros que poderiam vir a morrer numa guerra sangrenta, foi muito impactante. O filho do primeiro-ministro tem uma visão louca e o Governo envia soldados. E depois descobre-se que o primeiro-ministro e o ministro dos Negócios Estrangeiros estão a servir os interesses russos, espiando a Europa. E este homem anda a pregar a paz e a condenar a União Europeia como belicista, quando entrou num “conselho da paz” com Putin, Trump, Netanyahu, Erdogan, Xi. Todos os amigos de Orbán são belicistas. Os escândalos foram demasiado escandalosos para serem contidos pelos jornais pró-Orbán? Pelo menos toda a gente sem um olhar totalmente enviesado conseguiu ver, sim. Estes escândalos foram-se acumulando até às eleições, e também as esperanças iam crescendo. As pessoas percebiam que ninguém queria o Fidesz, toda a gente queria mudança. E entusiasmaram-se. E foi assim que chegámos a 12 de abril. Numa grande conferência de imprensa, Magyar prometeu mudar a forma como tudo funciona. A minha pergunta é: se ele avançar contra a Constituição, muito depressa, sem debate adequado, ou se começar simplesmente a afastar pessoas do gabinete orçamental ou do Tribunal Constitucional, isso não pode fazer com que também seja visto como um pouco autoritário? Neste momento, não. Antes de mais, essas são “minas” instaladas no nosso sistema por Orbán, para poder permanecer no poder mesmo depois de perder eleições. E essas bombas têm de ser desarmadas, só depois pode nascer um sistema democrático. Portanto, ninguém se vai queixar por se eliminarem grilhões autoritários. Mesmo que a lei diga que há cargos que só podem mudar em 2029? Isso não é para ser respeitado? Posso dizer-lhe que eu já defendia isso há quatro anos, mesmo sem maioria de dois terços. Agora, Magyar tem, de facto, maioria de dois terços. Tem um enorme, e uma coisa que as pessoas querem mais do que tudo é ver consequências. Estão tão fartas, tão zangadas com o Fidesz, que exigem ver estes criminosos responder pelo que fizeram. Sei que um dos primeiros passos de Magyar será encerrar esta máquina de propaganda. Dou-lhe, no máximo, um mês. Depois, quando as pessoas ouvirem falar de todos os crimes, porque estas pessoas viviam numa bolha, quase não vai restar ninguém leal ao Fidesz. No seu entender, qual é a questão mais difícil que Magyar terá de negociar com a UE? Ucrânia? Pacto das migrações? É uma boa pergunta, porque a migração é, obviamente, uma questão muito sensível na Hungria. Mais uma vez, dê-nos tempo para que as pessoas, até os fiéis do Fidesz, venham a saber quantos migrantes Orbán introduziu clandestinamente na Hungria. Garantiu ao mundo, mentindo a toda a gente, que a Hungria tinha zero migrantes. Não é verdade, de todo. Orbán libertou 2300 contrabandistas das prisões, presos por terem trazido ilegalmente migrantes para o nosso território. Ora, se foram condenados, é porque se provou que tinham trazido pessoas, se não qual seria o crime? E por que razão as liberta se está a combater a migração ilegal? As fábricas de baterias são exemplo de um sector onde estão muitos, na restauração também, não temos mão de obra. Há artigos de investigação que mostram pessoas ligadas a Orbán facilitaram, e muito, autorizações e licenças para a entrada de pessoas. Acha que isso vai ser problema, por exemplo, com o pacto migratório, ou dar mais ajuda à Ucrânia no futuro? A maioria dos húngaros não quer migrantes. Há um medo existencial em relação aos migrantes. Não há uma discussão normal. E isso vai ser um problema para Magyar. O mesmo em relação à Ucrânia. Apoiar a “guerra”, no sentido da defesa da Ucrânia, que visa travar a guerra, travar a máquina de matar de Putin, é uma necessidade. Temos de travar Putin na Ucrânia antes que chegue à Hungria, à Polónia… É ou vai ser problema para Magyar apoiar a Ucrânia de forma clara? É um problema, , porque ele pode perder o apoio de eleitores indecisos que até votaram nele, mas não querem apoiar a Ucrânia, que ainda estão sob a influência desta propaganda. Portanto, quando travarmos a propaganda, após um debate racional, poderemos convencer as pessoas de que ninguém vai enviar tropas para a Ucrânia, mas que temos de sacrificar dinheiro para a apoiar. Isso virá, mas não é para já. Isso tornou-se um dos maiores temas da campanha eleitoral. Há quem diga que foi o que o fez perder, em 2022: ter dito, um dia antes da invasão russa, que a NATO poderia chamar a Hungria a combater. Na verdade, eu na altura disse ajuda militar e não soldados. Certo, mas não foi isso que saiu nos meios de comunicação. Sim, foi por isso que o Fidesz distorceu a mensagem e disse que eu queria enviar soldados para a Ucrânia. Nunca falei de soldados, falei de auxílio, de ajuda em geral, com armas. A Alemanha, os EUA, todos mandaram armas, mas não tropas. E era disso que eu estava a falar. Na verdade, até Orbán aceitou isso, e votou a favor na União Europeia. Não foi sempre um bloqueio. Magyar disse uma coisa muito interessante: que nunca desistiria de território da Hungria, por isso não vê como se pode exigir isso à Ucrânia, o que é uma posição muito pró-ucraniana. Foi bom para esclarecer que lado condena,mas não creio que ache que esta guerra possa acabar sem algum tipo de cedência. Foi um bom argumento para os apoiantes húngaros, para os convencer de que a Ucrânia está só a fazer o que é seu dever: defender o seu país. E internamente, por causa dessa maioria vasta, com eleitores de todos os campos — centristas, ambientalistas, cristãos, liberais na economia, liberais nos costumes, conservadores, nacionalistas —, quais serão as suas maiores dificuldades? É difícil agradar a toda a gente. Não, é impossível, mas é sempre assim: quando se vai para o extremo, como Orbán, a maioria também se torna extrema. Agora toda a gente deixou de lado todas as suas preferências, todos os seus estilos pessoais, a religião, todas as outras coisas. Deixaram isso tudo de lado. Só queriam livrar-se de Orbán. O próprio Magyar disse ,antes das eleições: isto foi um referendo e foi sobre Orbán, não foi uma eleição democrática normal. Sobre o apoio internacional que mencionou, Trump e muitos outros governantes de perfil mais conservador, nacionalista, apoiaram Orbán de forma muito clara, com vídeos, doações e comícios em Budapeste. Perderam. Isto é sinal de renovação mais ampla na Europa ou ainda há muitas ondas populistas? É uma derrota, sem dúvida. Quando alguém se comprometeu de forma clara, fica-se colado a essa derrota. Trump afastou-se quando os jornalistas lhe perguntaram sobre isso, não quis responder. Portanto, claro que é incómodo. Há dois aspetos importantes nesta questão. Número um: qual é a razão por trás da popularidade de populistas de direita como Orbán, Trump, AfD, Vox, Wilders, Farage, Le Pen, etc. Em primeiro lugar, o apoio russo. Claro. A Rússia financia-os, às vezes através da Hungria. A Hungria estava a financiar a Heritage Foundation nos EUA. A Hungria financiou diretamente a campanha de Le Pen, a última, com milhões de euros. Pode ter sido Orbán a querer, pode ter sido a Rússia a pedir, não sabemos, mas é fator importante, porque a Rússia investe muito na extrema-direita e na extrema-esquerda. Comunistas e fascistas estão todos na folha de pagamentos de Putin. Há várias, mas a razão fundamental para a subida destes movimentos é que há cinco anos vendíamos 20 milhões de carros na China (os alemães, claro), e agora só vendemos dois. Na produção industrial mundial, a quota chinesa cresceu de 9% para 30% nas últimas duas décadas. E, claro, essa percentagem foi retirada à produção dos EUA e Europa Ocidental. Todas essas sociedades sofrem, deixam de ser competitivas face a outros países, sobretudo a China, o que se traduz em pouco dinheiro para tudo, desde logo para a inovação, que é baixa. No Ocidente temos custos de produção, incluindo sociais, elevados, o que é muito dispendioso para o produto final. Os salários são altos, há uma rede social, há cultura, há tantas outras coisas que custam muito dinheiro, e tudo isso está incorporado no preço dos carros alemães vendidos à China. Se os alemães não conseguem vender esses carros, não conseguem manter o seu nível de vida. Se abdicarem do seu nível de vida, não importa quem está no Governo, todos serão impopulares. É um problema económico, portanto. É. E basta pensar na questão do clima, proteger as nossas sociedades da poluição custa dinheiro, as energias renováveis, os carros elétricos, tudo isso custa dinheiro. Tal como segurança laboral, quer física quer contratual, custa dinheiro. E depois está-se a competir com alguém que não quer saber do ambiente, que não quer saber da segurança dos trabalhadores, que não quer saber minimamente dos direitos de propriedade intelectual. E isto é tudo dinheiro, dinheiro, dinheiro. E na Hungria é isso que explica este resultado? As pessoas quebraram o ciclo? Espere, espere. Todos estes trabalhadores, sobretudo operários, estão frustrados. E agora chegamos à República de Weimar, em 1926. Chegamos ao ponto em que há um problema económico, caos, instabilidade, imigração, toda a espécie de problemas na sociedade. E aparece um rapaz patriótico e entusiasmado com um bigode peculiar, chamado Hitler. E torna-se muito popular, porque tudo o que promete é ordem. Os Hitlers de hoje, que desestabilizam as sociedades, chamam-se Trump, Orbán, Le Pen. Como dantes, culpam os migrantes, por exemplo, ou os judeus, ou George Soros [multimilionário americano nascido na Hungria que doa parte da sua fortuna a causas progressistas], ou osgays, qualquer coisa. E estas pessoas precisam de alguém a quem culpar, porque é sempre mais fácil. Em vez de perguntarem: ‘Sou eu que estou a consumir demasiado, o meu nível de vida é demasiado alto?’ Claro que não, a culpa é de quem vem de fora, ou mesmo de dentro da nossa sociedade, um inimigo qualquer. Donald Trump, por exemplo, não só oferece uma abordagem propagandística e respostas retóricas, como até dá uma espécie de solução. Qual? A economia dos EUA não está tão bem como já esteve. Por exemplo. Um amigo meu americano, que trabalha na agropecuária, até é representante sindical na fábrica, disse-me que apoia Trump porque está a vender carne de vaca aos japoneses, coisa que nunca acontecera. O reequilíbrio da balança comercial pode resultar para alguns sectores momentaneamente, e as pessoas começam a desculpabilizar tudo, o que a polícia de imigração faz nos EUA, as invasões, as guerras, só porque ‘estamos a vender carne de vaca aos japoneses’. Mas, independentemente das razões por trás destes movimentos — e agora chegamos ao acontecimento de ontem —, isto é um grande fracasso para Trump, para os movimentos populistas ocidentais. A Hungria já chegou ao fim desse caminho dos populistas, fomos ao futuro, voltámos, e não foi a solução que alguns líderes acham que vai salvar a civilização ocidental. Revelou-se um beco sem saída. Mostrámos que é importante pensar duas vezes antes de acreditarmos nestes movimentos. Os ditadores populistas não são solução. É mais provável que façam parte do problema. E, pelo aspeto positivo, o da mobilização, acha que a Hungria, apesar de ser um país pequeno, pode inspirar outros movimentos antipopulistas? Ou a fórmula não cabe em todos os cenários? A Hungria tornou-se não só extremamente corrupta como extremamente pobre, e as pessoas não estão felizes. Quando se elege populistas, quando se se desligam freios e contrapesos, ou as regras democráticas, o Estado de Direito, colhe-se desigualdade gigantesca e corrupção, que afeta todas as áreas, do acesso à justiça ao acesso aos transportes. Por isso, acho que o caso da Hungria é particularmente grave, e as pessoas estão talvez ainda mais cansadas do que noutros países: os comboios chegam atrasados e sujos, as casas de banho públicas não funcionam, não há papel higiénico nos hospitais públicos. É um grande aviso para as sociedades ocidentais. Não venham por este caminho. Isto dos populistas é um beco sem saída. É essa a mensagem das eleições húngaras para o mundo inteiro, e por isso é tão importante. Hungria de Magyar mantém energia russa e rejeita “via rápida” para a Ucrânia na UE Vitória de Magyar “perfura o mito” de que a direita iliberal é imparável: o impacto das eleições húngaras além-fronteiras Magyar, o triunfo húngaro e o novo rumo para a nação Tem dúvidas, sugestões ou críticas? 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