Carreira docente em crise debatida na Grande Conferência de Educação e Transformação 2026; especialistas destacam urgência em melhorar condições de trabalho dos professores, reduzir burocracia, promover inclusão, saúde mental e ensino profissional. O que é preciso mudar no ensino? Dar “melhores condições de trabalho aos professores” - Expresso O que é preciso mudar no ensino? Dar “melhores condições de trabalho aos professores” Esta quinta-feira, a Grande Conferência de Educação e Transformação 2026 foi palco de discussões sobre a inclusão, as dificuldades de ser professor e a era digital. O evento, organizado pela Win World e ao qual o Expresso se associou comomedia partner, aconteceu na Coimbra Business School ISCAC “É fundamental mudar mentalidades” e “se acreditamos que a educação é uma forma de mudar o mundo, temos de nos unir com base neste desígnio”, sublinhou Alberto Barreira, diretor do departamento de Educação e Saúde da Câmara Municipal de Coimbra, no arranque da Grande Conferência de Educação e Transformação 2026. Segundo Alberto Barreira, a educação tem um papel em “preparar o futuro coletivo” e importa “dar sentido à escola” e “dar-lhe estabilidade”. Após as primeiras intervenções do dia, seguiram-se discussões acerca do papel e das dificuldades de ser professor; da importância da promoção da saúde, bem-estar e diversidade no ambiente educativo; do ensino profissional; e da equidade digital. Houve também oportunidade de alunos do ensino secundário fazerem perguntas a professores e profissionais da área. O evento contou com a presença de Margarida Rebocho, administradora-delegada da Fundação Semapa – Pedro Queiroz Pereira; Francisco Pires de Miranda, fundador e CEO da Class of Wonders; António Sampaio da Nóvoa, professor e titular da Cátedra UNESCO – Futuros da Educação; Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP); Inês Freire de Andrade, presidente da Associação No Bully Portugal; Maria Manuel Leitão Marques, presidente da Assembleia Municipal de Coimbra; Ana Rita Bessa, CEO da Leya; entre outros. Fique a conhecer as principais conclusões. Há um “défice de ação e políticas concretas” para combater a degradação da profissão de professor, acredita António Sampaio da Nóvoa. Realçou também o papel insubstituível dos profissionais de ensino e propôs três medidas “urgentes”: alteração na formação dos professores, mudança das políticas, permitindo maior liberdade e apoio para experimentação, e promoção de dinâmicas de participação pública. Filinto Lima apontou que é preciso dar “melhores condições de trabalho aos professores”, terminando, por exemplo, com o excesso de carga burocrática. Maria Manuel Leitão Marques propôs um modelo experimental em que os professores possam pôr questões relacionadas com a burocracia. Diversidade, saúde e bem-estar na escola Para Catarina Oliveira, consultora e formadora da Access Lab, deve-se pensar em “adaptar o ambiente” a alunos com deficiência, porque há barreiras que não lhes permitem mostrar as suas potencialidades. Inês Freire de Andrade afirmou que, num ambiente seguro, “há níveis baixíssimos debullying” e relevou o papel de cultivar a empatia. Um terço dos alunos apresenta sinais severos de ansiedade e, segundo Minnie Freudenthal, médica internista, em vez de medicar os jovens, é preciso abordar problemas como o sono desregulado, a falta de movimento e a alimentação instável. Ana Rita Bessa acredita que a escola deve ser um espaço onde o ensino “não seja feito em modo broadcast”, onde “caiba o erro e a experimentação”. A escola não pode "deixar ninguém para trás”, disse ainda. Matilde Gouveia Rocha, vereadora do Pelouro da Educação e do Pelouro do Talento e Conhecimento da Câmara Municipal do Porto, afirmou que as escolas devem abrir-se à comunidade e responder às necessidades dos alunos. Propôs organizar o ensino secundário por sectores, em que cada escola é especializada numa só área. Ensino profissional e a era da IA Joaquim Azevedo, professor jubilado da Universidade Católica Portuguesa, denunciou que “a desvalorização do ensino profissional é um problema das elites portuguesas”. Sublinhou também que é preciso informar a população acerca das várias dimensões deste tipo de ensino – “todas as opções são válidas”. Ao contrário de Stephan de Moraes, managing general partner da Indico Capital Partners, que disse que “os currículos estão muito desadequados”, a cientista e investigadora Joana Gonçalves de Sá explicou que as inteligências artificiais condensam a informação e não pensam, e defendeu que é essencial fomentar o “pensamento profundo” nas escolas. Este projeto é apoiado por patrocinadores, sendo todo o conteúdo criado, editado e produzido pelo Expresso (ver Código de Conduta), sem interferência externa. Tem dúvidas, sugestões ou críticas? Envie-me um e-mail:clubeexpresso@expresso.impresa.pt Para Catarina Oliveira, consultora e formadora da Access Lab, deve-se pensar em “adaptar o ambiente” a alunos com deficiência, porque há barreiras que não lhes permitem mostrar as suas potencialidades. Inês Freire de Andrade afirmou que, num ambiente seguro, “há níveis baixíssimos de ” e relevou o papel de cultivar a empatia. Faça login e junte-se ao debate Insira o código presente na Revista E para se juntar ao debate Bancos ganham relevo nestes tempos mais adversos Afinal, o que mudou em 50 anos de planeamento familiar? 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