Ministro antecipa crimes detalhados por nacionalidade no próximo RASI; alerta para aumento do risco de radicalização em Portugal; preocupação com crimes de ódio; ataque com cocktail molotov reconhecido como terrorismo.
Ministro da Administração Interna alerta para aumento do “risco de radicalização” e antecipa crimes por nacionalidade no próximo RASI
Ministro da Administração Interna alerta para aumento do “risco de radicalização” e antecipa crimes por nacionalidade no próximo RASI
Luís Neves manifesta preocupação com os chamados crimes deódio e diz que háriscode maior radicalização. Em entrevista à Antena 1, Luís Neves admite que no próximo ano o RASI pode incluir tipificação dos crimes por nacionalidade
O ministro da Administração Interna considera que está a aumentar o risco de radicalização em Portugal e manifesta preocupação com os chamados crimes de ódio.
Numaentrevista à rádio Antena 1,divulgada esta terça-feira, Luís Neves foi questionado sobreo ataque com um “cocktail molotov" contraos participantes na Marcha pela Vida, em março.
“Eu acho que foi no próprio dia em que tive conhecimento destes factos que os repudiei imediatamente e que os classifiquei como crime de ódio e preocupante”, diz o governante.
“A minha experiência permitiu-me dizer que poderíamos estar perante um crime de terrorismo; como se viu ontem, em que assim foi classificado. E quero também dizer que nós, logo passado poucos dias, recebemos a plataforma diretiva que organizou essa marcha, como já recebemos outras, no sentido de dizer que o Governo repudia todos estes comportamentos e dá apoio e suporte a todas as esferas e correntes de opinião”, continuou.
“Acho que está a aumentar” o risco de radicalização, admite o ministro, a propósito deste caso. O suspeito de 39 anos, professor de Belas Artes e militante do Partido Socialista, ficou entretanto em prisão preventiva.
É por isso que a Polícia Judiciária lançou o programa’Ódio online mata offline’, acrescenta Luís Neves: “Eu tenho dito que os crimes de ódio, e o ódio ao outro, independentemente da cor da pele, de todas as formas de diversidade da origem, da orientação política, da orientação religiosa, não pode ser a matriz humana em que nós fomos criados, e essa matriz humana, o respeito à diversidade, tem que se manter”.
Crimes por nacionalidade vão ser detalhados no Relatório Anual de Segurança Interna
Na entrevista, o responsável pela Administração Interna admite que, a partir do próximo ano, os dados do RASI (Relatório Anual de Segurança Interna)já podem incluir dados que relacionam os crimes praticados e as nacionalidades de quem os pratica, mas diz que o processo que permite essa sistematização ainda está em curso.
“Pode ter, mas ainda não será na totalidade, porque o sistema ainda não está a funcionar,portanto nós já estamos em abril”, sublinha.Para o governante, é noentantomais relevante saber se os crimes são cometidos por quem está legalizado ou não.Recorde-se que, no ano passado, o Parlamentoaprovou uma recomendação ao Governono sentido de incluir os dados por nacionalidade, da autoria da Iniciativa Liberal.
“Fizemos um estudo relativamente a como é que pode ser feito esse trabalho. Fizemosum estudo de Direito comparado, vimos o que é que lá fora se faz, e a Secretaria Geral doSistema de Segurança Interna, juntamente com as polícias e com os sistemas, estãoa trabalhar muito rapidamente para podermos ter informação concreta e objetiva”, adianta.
“Mais importante do que saber se éimigrante ou não imigrante, ou se é estrangeiro, é saber se as pessoas estão legalizadas,e estando legalizadas cometem crimes,porque as pessoas podem estar aqui de passagem. Temos centenas de detidos brasileiros e colombianossobretudo por tráfico internacional de estupefacientes.Não têm ligação nenhuma, não têm família, não querem cá estar, utilizaramo território para cometeremcrimes como outros”, reforça Luís Neves.
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entrevista à rádio Antena 1,
o ataque com um “cocktail molotov" contra
os participantes na Marcha pela Vida
provou uma recomendação ao Governo
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