Crise de combustíveis em Moçambique leva governo a recomendar teletrabalho, uso de transportes públicos. LAM pode aumentar preços dos bilhetes. Fiscalização reforçada nos postos, limitações de venda implementadas. Filas e tensão persistem.

Crise de combustíveis em Moçambique leva Governo a pedir teletrabalho e LAM admite aumentar preços dos voos - Expresso

Crise de combustíveis em Moçambique leva Governo a pedir teletrabalho e LAM admite aumentar preços dos voos

“Se houver o aumento de preços de combustíveis, certamente que a LAM também vai ser obrigado a rever os seus bilhetes, mas não só a LAM, todos nós rezamos todos os dias para que isso não aconteça”. Crise energética preocupa acionistas dasLinhas Aéreas de Moçambique.

As Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) admitiram esta segunda-feira rever o preço de bilhetes caso haja aumento nos combustíveis devido ao conflito no Médio Oriente, garantindo haver disponibilidade destes produtos para aviões para os próximos 30 dias.

“Se houver o aumento de preços de combustíveis, certamente que a LAM também vai ser obrigado a rever os seus bilhetes, mas não só a LAM, todos nós rezamos todos os dias para que isso não aconteça”, disse o representante dos acionistas da LAM, Agostinho Langa, citado hoje pela televisão pública.

O responsável assegurou ainda haver combustível para abastecer os aviões por 30 dias no país, numa garantia, segundo afirmou, dada pelas gasolineiras nacionais.

Agostinho Langa avançou ainda que as linhas aéreas moçambicanas vão continuar a trabalhar “normalmente”: “não vamos diminuir nenhuma rota, não vamos diminuir nenhuma escala, por isso que eu dizia que vamos continuar a trabalhar normalmente”.

O Governo moçambicano pediu, no domingo, a racionalização de combustíveis disponíveis, através do uso de transportes públicos e de trabalho remoto, apelando à preparação para uma eventual atualização dos preços destes produtos em maio.

Em comunicado divulgado, no mesmo dia, pelo Gabinete de Informação (Gabinfo), o executivo adianta que reiterou a disponibilidade de combustíveis no país, apelando aos operadores responsabilidade para nunca colocar em causa o interesse público no âmbito da disponibilização dos produtos.

Neste sentido, o Governo exorta a todos para que “se preparem para o ’novo normal’” que a manutenção da instabilidade no Médio Oriente há de causar, “racionalizando o uso de combustível, elegendo os transportes públicos como opção, equacionando a possibilidade de realização do trabalho remotamente e outras medidas que forem necessárias”.

Maputo vive dias de caos em várias ruas, com filas generalizadas de automobilistas que tentam abastecer combustível, com a maioria dos postos encerrados e outros com reforço policial, embora com ligeiras melhorias na disponibilidade de gasolina e gasóleo.

O cenário, associado à crise provocada pelo conflito no Médio Oriente, tem vindo a alastrar-se a outras províncias do país.

O Governo avança ter constatado que a alegada crise de combustíveis nos postos foi causada pela “corrida massiva de automobilistas aos postos de abastecimento”, adquirindo “quantidades descomunais com receio de esgotamento de ‘stocks’, incapacidade dalgumas distribuidoras de adquirir combustível nos relevantes portos, devido a problemas de liquidez e fortes indícios de açambarcamento de combustíveis”, conforme noticiou a Lusa no domingo.

No sábado, o Governo moçambicano tinha adiantado ter iniciado a fiscalização dos postos de abastecimento, incluindo a verificação das quantidades nos tanques dos revendedores, e solicitou relatórios de venda para compreender a origem da falta de combustíveis líquidos.

Com isso, os revendedores decidiram determinar quantidades máximas a vender por cada veículo, com a diretora da Direção Nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis (DNHC), Felisbela Cunhete, a esclarecer que não foi uma orientação do Governo.

A autoridade Reguladora de Energia (Arene) também está a fiscalizar os postos de abastecimento nas cidades de Maputo e Matola, na sequência das “grandes filas” que se têm registado nos últimos dias, visando apurar as causas de elevada procura e os constrangimentos no abastecimento.

O Ministério dos Recursos Minerais e Energia (Mireme) aprovou na quinta-feira “medidas excecionais e imediatas” para garantir o abastecimento de combustíveis líquidos no país, assegurando o reabastecimento célere dos postos e a existência de disponibilidade do produto ao público.

O Governo reconheceu anteriormente “pressão” sobre os postos de combustíveis, quando surgem enormes filas para abastecer face a receios de rutura de ‘stock’ e subida de preços.

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