Abrandamento do conflito no Sudão pode incentivar retorno de dois milhões de deslocados, alerta ONU; infraestruturas destruídas, crise humanitária persistente, falta de apoio financeiro, risco para retornados.

Abrandamento da guerra pode levar dois milhões de deslocados a regressar ao Sudão, alerta ONU - Expresso

Abrandamento da guerra pode levar dois milhões de deslocados a regressar ao Sudão, alerta ONU

“Muitos regressam porque acreditam que a segurança melhorou, mas outros fazem-no porque a vida como deslocados se tornou insuportável devido a pressões económicas”, explica a organização. Conflito causou mais de 400.00 mortos desde de 2023

A ONU estimou, esta terça-feira, que mais dois milhões de sudaneses, deslocados pela guerra civil no Sudão, regressem a casa até ao fim do ano em zonas onde o conflito abrandou, como a capital Cartum.

“Muitos regressam porque acreditam que a segurança melhorou, mas outros fazem-no porque a vida como deslocados se tornou insuportável devido a pressões económicas”, indicou esta terça-feira em conferência de imprensa a subdiretora-geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM) para gestão e reforma, SungAh Lee.

Lee, que falou por videoconferência desde o Sudão, recordou que nove milhões de sudaneses continuam deslocados internamente após três anos de guerra civil, que também provocou a fuga para países vizinhos de cerca de quatro milhões de pessoas.

Em Cartum, assinalou a subdiretora-geral, muitos regressam a zonas onde as habitações e infraestruturas críticas como o abastecimento de água, saúde ou eletricidade ficaram destruídas ou sofreram graves danos.

Outros regressaram ao estado de Al-Jazira, a sul da capital sudanesa e uma das principais regiões agrícolas do país, onde os sistemas de rega também sofreram graves danos, o que ameaça os seus empregos e a produção de alimentos para todo o país num momento crítico.

“Sem investimento urgente para restabelecer os serviços essenciais, reconstruir infraestruturas e retomar as atividades, os retornos de deslocados estão em risco”, assegurou Lee.

“As pessoas querem voltar à sua terra, reconstruir a sua vida e os seus lares”, afirmou a ’número dois’ da OIM, agência da ONU, que solicitou 170 milhões de dólares (144,52 milhões de euros) para atender às necessidades humanitárias no Sudão, mas até agora recebeu apenas 70 milhões dólares (59,52 milhões de euros).

A guerra entre o exército do Sudão e o grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês), iniciada a 15 de abril de 2023, mergulhou o país na pior catástrofe humanitária do planeta, segundo a ONU, e, de acordo com estimativas dos Estados Unidos, cerca de 400.000 pessoas podem ter perdido a vida durante o conflito.

O conflito no Sudão interrompeu a transição que havia começado após a queda do regime de Omar al-Bashir, em 2019, que já estava enfraquecido após o golpe que depôs o então primeiro-ministro, Abdalla Hamdok.

Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), mais de 4300 crianças foram mortas ou mutiladas na guerra e pelo menos oito milhões ainda não frequentam a escola.

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