Aumento de 30% no preço dos preservativos devido à guerra no Médio Oriente e bloqueio do Estreito de Ormuz. Karex alerta para escassez, atrasos na distribuição, impacto em programas humanitários, produção de luvas hospitalares afetada. Preservativos retidos no estreito de Ormuz: guerra faz preço "saltar" pelo menos 30% - Expresso Preservativos retidos no estreito de Ormuz: guerra faz preço "saltar" pelo menos 30% Inflação nos preservativos pode não ficar por aqui se conflito no Médio Oriente se prolongar, avisa a maior fabricante global destes contraceptivos Tal como está a acontecer na energia, na alimentação e nos produtos informáticos, o preço dos preservativos também deverá crescer nos próximos tempos, vítima da destruição de infraestruturas petrolíferas chave no Médio Oriente e da impotência das partes em conflito - os EUA, Israel, e o Irão - em conseguir encontrar uma solução para a reabertura permanente do estreito de Ormuz. O presidente executivo da Karex, a maior fabricante do mundo de preservativos, anunciou esta terça-feira, 21 de abril, que pretende subir os preços dos contraceptivos entre 20% a 30%, resultado direto da guerra entre o Irão e os Estados Unidos e Israel. A Karex produz mais de 5 mil milhões de preservativos por ano. Além de vender preservativos de marca própria, a Karex, sediada na Malásia, ainda fornece marcas como a Durex e entidades como as Nações Unidas no âmbito dos seus programas de apoio humanitário. Pelo estreito de Ormuz passam subprodutos da extração de petróleo e de gás natural que são matérias-primas essenciais para a produção de preservativos. O encarecimento de compostos químicos como o amoníaco anidro, um conservante do látex, ou nafta e nitrilo, usados para o fabrico de borracha sintética, está a afetar não só o fabrico destes contraceptivos,mas também a afetar a produção de luvas hospitalares na Malásia. “A situação é, de facto, muito precária”, reconheceu Goh Miah Kiatem entrevista à Reuters. “Os preços estão muito altos” e não há “outra escolha senão transferir agora mesmo esses custos para os consumidores”, acrescentou. E, segundo o responsável, não foram só os custos de produção a aumentar: a procura também subiu com os clientes a quererem repor 'stocks'depois de semanas de perturbações nas cadeias de distribuição. A procura está também a ser estimulada pelo desmantelamento e asfixia financeira de programas de apoio humanitáriode entidades como a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), em 2025, que provocaram uma diminuição dos “stocks” globais de preservativos, principalmente nos países em vias de desenvolvimento. Em 2026, a procura global por preservativos não enfraqueceu, e até aumentou 30%, segundo o presidente executivo da Karex. Há “muitos mais preservativos a ficarem presos em barcos, a não chegarem aos seus destinos apesar de serem muito necessários lá”, disse. As encomendas demoram, hoje, quase dois meses a chegar a clientes europeus e dos Estados Unidos; mais um do que antes do conflito, detalhou ainda Goh Miah Kiat. Com Ormuz fechado e o petróleo em risco, este é o oleoduto saudita que está a “salvar” a economia global Tem dúvidas, sugestões ou críticas? Envie-me um e-mail:clubeexpresso@expresso.impresa.pt mas também a afetar a produção de luvas hospitalares na Malásia. de entidades como a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), em 2025 Faça login e junte-se ao debate Insira o código presente na Revista E para se juntar ao debate Lufthansa elimina 20 mil voos para poupar combustível Continua a pagar IRS mas acha que fez tudo certo? Confira as dicas de Pedro Andersson Porto: presidente da câmara admite transportes gratuitos já no verão Porque é que Bruxelas obrigou a trocar comboios chineses no metro de Lisboa? 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