Instalação ‘A4’ de Ai Weiwei sobre censura abre festival Babell no Porto na Livraria Lello ampliada por Siza Vieira; Governo rejeita constituição da Fundação Livraria Lello por motivos jurídicos.
Peça de Ai Weiwei sobre a censura vai abrir o festival Babell, no Porto - Expresso
Peça de Ai Weiwei sobre a censura vai abrir o festival Babell, no Porto
A instalação ocupará o espaço da Livraria Lello ampliado por Siza Vieira, que a 24 de junho, início do Babell, será mostrado ao público. O anúncio surge no dia em que o Governo rejeita formalmente reconhecer a Fundação Livraria Lello por “estritas razões de natureza jurídica”
Uma instalação de AiWeiweivai ser inaugurada quando, a 24 de junho,começar o Festival LiterárioBabell, no Porto. A peçaou dispositivoescultórico, intitulado“A4”,é umaencomenda da LivrariaLello, que organiza o evento,ao artista chinês,eabordao tema da censura a partir dosímbolo deuma página em branco. Estará expostano espaço da livraria que corresponde àampliaçãoprojetadapelo arquiteto Álvaro Siza Vieira.
Segundoanunciaa própriaLello,“A4”inspira-se “em episódios recentes onde a ausência da palavra se tornou forma de protesto” e está concebida como uma estrutura “que acolhe folhas de papel A4 produzidas a partir de fibras recicladas”. Deste modo, “um objeto familiar transforma-se num gesto político: um espaço onde tudo pode ser dito e onde tudo pode ser silenciado”.
E a vontade de adivulgar a 23 de abril, Dia Mundial do Livro, prende-se com a ideiade“devolver ao livro um papel ativo na forma como pensamos, participamos e nosrelacionamos com o espaço público”.
Como complemento da instalação, será lançado um livro de poemas de AiQing, pai de AiWeiweie um dos grandes poetas chineses do século XX,cuja produção poética, socialmente comprometidalevou quefosseperseguido e silenciado. É o próprio filho quemescreve o prefácio e assinaacapa do volume.
Weiwei, que mantém com Portugal uma relação privilegiada, tendo abertoo seu estúdio de 3.000 metros quadradosem Montemor-o-Novo, num terreno por ele adquirido em 2019,disse há um ano numaconversacomo Expresso: “O meu trabalho é respirar. Não preciso de fazer obras novas. Preciso de respirar para estar vivo.Quero manter este edifício vazio, muito limpo, precisamente para que eu possa caminhar dentro deste espaço.Para um chinês é muito importante poder caminhar, ter espaço para andar.”
“Sou uma pessoa que não tem uma casa. Nunca tive uma casa própria. Na China onde nasci, o meu pai era um exilado, depois fui viver nos Estados Unidos e voltei para a China.Não tenho um lugar a que possa chamar de lar.Quando me mudei para Portugal e comprei esta terra, quis construir um lugar que me fizesse sentir mais ligado emocionalmente à propriedade”, acrescentou na mesma entrevista.
Mas ele continuou a criar peças e a prova não está apenas nesta encomenda da LivrariaLello, como, por exemplo,na participação do artistanum projeto daempresa veneziana de tecidosRubelli,apresentadona Semana do Design de Milão, que decorre até 26 de abril.Trata-se de“AboutSilk”[Sobre a Seda],instalação imersivaque representao primeiro trabalhodeWeiweicom este material.
Foi em janeiro que o primeiro-ministro, numa visita àLelloquandoa livrariacelebrou os 120 anos, comunicou estar aformalizar a reclassificaçãodo imóvelcomoMonumento Nacional, o que se veio a concretizarem fevereiro.OmesmoGoverno de Luís Montenegroformalizou também, esta quarta-feira,com a publicação do despacho em Diário da República,a recusa emdar luz verde à transformação da Associação Lionesa,criadapela LivrariaLelloPorto em 2018,naFundação LivrariaLello.
A Secretariade Estado da Presidência do Conselho de Ministrosexplicou à Lusa queo indeferimentoteve por base “estritas razões de natureza jurídica, incluindo a impossibilidade legal do negócio de transformação de associação em fundação".
Segundo um comunicado da Fundação LivrariaLello, enviado ao Expresso,a mudança de estatuto foi solicitada a 24 de janeiro de 2024,mas só18 meses depois se concluiunãoser“juridicamente viável”. Nesse contexto, a Livraria Lello “avançou para a instituição de raiz de uma nova fundação, em estreita articulação com o CEJURE - Centro Jurídico do Estado”.
A publicação do despachorevela-se,por isso,“uma etapa necessáriapara encerrar o processo anterior” ao permitir a instituição de uma nova entidade, nascidaesta quinta-feira, 23 de abril,e que dá pelo nome de FLL - Fundação para a Leitura e o Pensamento Livre.
O nome quer-se provisório, uma vez que, como indeferimento já formalizado,a designação Fundação LivrariaLello– que se encontrava “ainda apensa ao anterior processo” - volta a estar disponível, e“a equipa de gestão irá agora solicitar a alteração do nome da fundação(FLL) para a denominação original e pretendida”.
Tem dúvidas, sugestões ou críticas? Envie-me um e-mail:LLeiderfarb@expresso.impresa.pt
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