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title: "Portugal aposta em inovação e indústria de defesa, com investimento de 5,8 mil milhões de euros envolvendo empresas nacionais, desenvolvimento de aviões e drones, fórum estratégico alinha-se com prioridades da União Europeia."
sdDatePublished: "2026-04-24T16:15:00Z"
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Portugal aposta em inovação e indústria de defesa, com investimento de 5,8 mil milhões de euros envolvendo empresas nacionais, desenvolvimento de aviões e drones, fórum estratégico alinha-se com prioridades da União Europeia.

Defesa, inovação e indústria: no novo contexto geopolítico há oportunidades de negócio para Portugal - Expresso

Defesa, inovação e indústria: no novo contexto geopolítico há oportunidades de negócio para Portugal

Num momento em que a Europa se reposiciona estrategicamente na segurança e na defesa, surgem novas oportunidades de negócio para as empresas. É este o ponto de partida do Fórum Económico Famalicão Made In 2026 – A melhor defesa é a inovação, que decorre no dia 29 de abril, em Famalicão, com o Expresso como mediapartner.

Sinal dos tempos, o maior investimento de sempre nas Forças Armadas em democracia, no valor de 5,8 mil milhões de euros, foi anunciado em dezembro pelo ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo. “Vamos investir em fragatas, em artilharia de campanha, em satélites, em veículos médios de combate, em viaturas táticas, em munições, em sistemas antiaéreos e em drones”, afirmou numa conferência de imprensa realizada no Instituto da Defesa Nacional, em Lisboa.

O investimento decorrerá no âmbito da candidatura portuguesa ao programa europeu de empréstimos para a Defesa, SAFE, e pressupõe a participação direta das indústrias nacionais nos ciclos de produção e

Nuno Melo será um dos oradores do Fórum Económico Famalicão Made In 2026 – A melhor defesa é a inovação, iniciativa organizada pela Câmara Municipal de Famalicão, que pretende contribuir para o fortalecimento da Base Tecnológica e Industrial de Defesa Europeia. O encontro alinha-se com as prioridades da União Europeia ao nível da inovação, da reindustrialização e do desenvolvimento de produtos de dupla utilização, promovendo a autonomia estratégica, a competitividade e a resiliência da Europa.

Quando se fala de têxteis na área da Defesa, a associação imediata é ao fardamento, mas o seu papel vai muito além disso. Os têxteis técnicos são hoje amplamente utilizados “não só na proteção dos militares, mas também na construção de plataformas, veículos, mísseis e outros sistemas”, assumindo uma importância crescente nas capacidades de defesa, destacaBraz Costa diretor‑geral do CITEVE e um dos oradores do"Fórum Económico Famalicão Made In 2026 - A melhor defesa é a inovação".

Mesmo no fardamento, as exigências vão muito além do vestuário funcional ou de treino. A proteção efetiva envolve tecnologias profundamente especializadas, que asseguram resistência a condições extremas, proteção balística e integração com meios tecnológicos como telecomunicações, sistemas de visão noturna ou sensores. “O fardamento tem de aumentar simultaneamente a performance e a segurança do militar, incorporando materiais que não são visíveis ao olho humano, mas que dificultam a deteção por infravermelhos, radar ou outros sistemas, além de garantirem proteção em contextos NBQ — nuclear, biológico e químico”, explica o dirigente.

É neste domínio da inovação que Portugal pode afirmar-se. “O país dispõe de capacidade instalada e interesse empresarial", assegura Braz Costa apontando, no entanto, para o facto de o setor ter vindo a ser penalizado por “políticas de aquisição baseadas exclusivamente no preço, que desvalorizam a qualidade e a inovação e empurram a produção para outros mercados. Para que a Europa alcance maior autonomia estratégica na Defesa, será essencial criar condições para que esta capacidade industrial e tecnológica seja valorizada e integrada no mercado”, considera o diretor do CITEVE.

Portugal na vanguarda tecnológica da defesa

Muito antes das recentes alterações no contexto geopolítico e de segurança global — que voltaram a colocar a defesa no centro do debate europeu — já o CEiiA – Engineering and Product Development Centre - apostava no desenvolvimento de produtos e serviços de duplo uso. “Trabalhamos cada vez mais nesta área e, na verdade, quase desde que o CEiiA nasceu como centro de engenharia”, sublinha Miguel Braga, diretor da Área de Aeronáutica e Defesa da entidade sedeada em Matosinhos.

Em Portugal, o CEiiA — e as suasspin-offs— têm vindo a desenvolver projetos em estreita colaboração com os ramos das Forças Armadas, “em particular com a Força Aérea, com quem desenvolvemos e testámos em voo o primeiro drone completo feito em Portugal, o UAS-30”. Um equipamento que, sublinha Miguel Braga, “antecipou uma tecnologia que se tornou entretanto incontornável em missões de defesa, segurança e proteção”.

Cooperar para inovar e ganhar escala

Atualmente, a empresa tem vários projetos em curso. Um dos exemplos é o LUS-222, aeronave ligeira de 19 lugares, capaz de operar em pistas muito curtas e não preparadas, que está a ser desenvolvida, industrializada e comercializada a partir de Portugal.

“O projeto vai permitir criar o primeiro construtor de aviões português, a EEA Aircraft and Maintenance”, afirma Miguel Braga, destacando ainda o efeito de arrastamento na economia. “Outras empresas passam a integrar a cadeia de fornecimento, ganhando competências e certificações que lhes permitem trabalhar com construtores internacionais”.

Fórum Económico Famalicão Made In 2026 - A melhor defesa é a inovação

O Fórum Económico Famalicão Made In 2026 - A melhor defesa é a inovação, a que o Expresso se associa comomedia partner, propõe discutir as tendências atuais e futuras da inovação na indústria da Defesa e reúne líderes empresariais, centros de investigação, decisores públicos e investidores para debater como consolidar ecossistemas tecnológicos robustos, acelerar a transferência de conhecimento e criar condições para que empresas inovadoras possam escalar soluções críticas para mercados globais, bem como partilhar oportunidades de negócio na área da defesa.

Quando, onde e a que horas?

O evento realiza-se no próximo dia 29 de Fevereiro, na Casa das Artes de Famalicão, a partir das 14h30.

As inscrições sãogratuitas mas obrigatórias atravésdeste link.

Quem são os oradores em destaque?

Nuno Melo,Ministro da Defesa Nacional

Miguel Braga, diretor da área de aeronáutica e Defesa da CEiiA

Pedro Petiz, diretor de desenvolvimento estratégico da TEKEVER

Braz Costa, diretor‑geral do CITEVE e presidente do CENTI

Ricardo Pinheiro Alves, presidente da IDD Portugal Defence

António Baptista, diretor‑geral de Armamento e Património da Defesa Nacional

Fernando Cunha,CEO da Beyond Composite

Porque é que este tema é central?

Num contexto de crescente exigência geopolítica, o Fórum pretende contribuir para o fortalecimento da Base Tecnológica e Industrial de Defesa Europeia, alinhando-se com as prioridades da União Europeia, nomeadamente ao nível da inovação, reindustrialização e produtos de dupla utilização, promovendo a autonomia estratégica, a competitividade e a resiliência da Europa.

Este projeto é apoiado por patrocinadores, sendo todo o conteúdo criado, editado e produzido pelo Expresso (ver Código de Conduta), sem interferência externa.

Tem dúvidas, sugestões ou críticas? Envie-me um e-mail:amfonseca@impresa.pt

“O fardamento tem de aumentar simultaneamente a performance e a segurança do militar", Braz Costa

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