---
title: "Seguro e Vasco Lourenço apelam ao cumprimento dos ideais de Abril, justiça social, fim das guerras; polémica do Museu 25 de Abril destaca-se em jantar com Marcelo Rebelo de Sousa, ausência do Governo."
sdDatePublished: "2026-04-25T04:06:00Z"
source: "https://expresso.pt/presidencia-republica/2026-04-24-seguro-afirma-que-e-preciso-cumprir-abril-na-justica-social-dignidade-do-trabalho-e-verdade-cb258419"
topics:
  - name: "politics and government"
    identifier: "medtop:11000000"
  - name: "justice"
    identifier: "medtop:20000119"
  - name: "labour"
    identifier: "medtop:09000000"
  - name: "conflict, war and peace"
    identifier: "medtop:16000000"
locations:
  - "Ukraine"
  - "England"
  - "Iran"
  - "Taiwan"
  - "China"
  - "Beiyuan"
  - "Porto"
  - "Portugal"
  - "Almodôvar"
  - "Gaza"
  - "Lisbon"
---


Seguro e Vasco Lourenço apelam ao cumprimento dos ideais de Abril, justiça social, fim das guerras; polémica do Museu 25 de Abril destaca-se em jantar com Marcelo Rebelo de Sousa, ausência do Governo.

Seguro afirma que é preciso "cumprir Abril" na justiça social, dignidade do trabalho e verdade - Expresso

Seguro afirma que é preciso "cumprir Abril" na justiça social, dignidade do trabalho e verdade

O Presidente da República e o presidente da Associação 25 de Abril fizeram apelos para o fim das guerras. A polémica sobre o Museu do 25 de Abril ficou para a conversa à mesa em que também esteve Marcelo Rebelo de Sousa

O Presidente, António José Seguro, e o ex-Presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, chegaram juntos à Estufa Fria para o tradicional jantar da Associação 25 de Abril. Na mesa, Vasco Lourenço, o presidente da Associação e capitão de Abril, sentou-se entre os dois. Na conversa não terá falado a polémica sobre o centro interpretativo do 25 de Abril, que o Governo está abloqueareMarcelo e Seguroquerem fazer com que veja a luz do dia.

A polémica, contudo, ficou fora dos discursos. Pelo menos, por esta noite de quinta-feira, véspera do 52º aniversário da Revolução, que amanhã será celebrada, como costume, em sessão solene no Parlamento. Portugal, contudo,"não precisa apenas de celebrar Abril", disse o Presidente da República, precisade "cumprir Abril, na justiça social, na dignidade do trabalho, no combate às desigualdades e na defesa da verdade".

"A democracia fragiliza-se quando se normaliza a indiferença, quando se tolera a mentira, quando se desvaloriza a participação", considerou António José Seguro, no início do jantar promovido pela Associação 25 de Abril, na Estufa Fria, em Lisboa.Na sua intervenção, o Presidente da República alertou que "a liberdade não termina no dia em que se conquista" e defendeu que "honrar Abril é escolher todos os dias estar à altura do país dos nossos sonhos e que ainda está por cumprir".

Por outro lado, a propósito do atual contexto geopolítico, António José Seguro apontou o 25 de Abril de 1974, o fim da guerra colonial e a experiência portuguesa de construção da democracia como "um recurso" e "um exemplo" em termos internacionais, "uma voz que o mundo precisa de ouvir, especialmente nestes momentos de escuridão".

Perante os militares de Abril presentes na sala, o chefe de Estado declarou: "Quando olho para os meus filhos e penso no Estreito de Ormuz, em Gaza, na Ucrânia, não sinto fatalismo, sinto responsabilidade. A mesma responsabilidade que estes homens e mulheres sentiram há 52 anos numa madrugada de Abril, e que os fez escolher o cravo em vez da espingarda".

"Nós, que recebemos esse presente, temos de o passar em frente, não só aos nossos filhos, mas ao mundo. A paz não é uma herança que se guarda, é uma tarefa que se renova. O 25 de Abril ensinou-nos que o impossível pode acontecer quando um povo decide não se resignar", acrescentou.

Associação 25 de Abril pede "silêncio às armas, fim às guerras"

Se Seguro falou das guerras a que é preciso pôr fim, Vasco Lourenço quis mesmo assinalar o momentocom "um grito" de apelo ao "silêncio às armas, fim às guerras", contra os "falcões ou vampiros que insistem em promover a guerra".

"Comemoramos os 52 anos da libertação e da conquista da paz em Portugal com o lançamento de um grito que confiamos possa ser ouvido pelos nossos dirigentes, mas que também possa extravasar as nossas fronteiras e possa ser escutado pelos dirigentes de todo o mundo.O nosso grito e o nosso sonho são bem afirmativos: silêncio às armas, fim às guerras", declarou Vasco Lourenço, lendo a mensagem da direção da Associação 25 de Abril.

Na véspera do 52.º aniversário do 25 de Abril, Vasco Lourenço criticou os "falcões ou vampiros que insistem em promover a guerra para imporem os seus interesses, sob o falso lema da paz pela força", sem nomear ninguém em concreto, e transmitiu a mensagem de que "as guerras nunca são solução para as conflitualidades, que quase sempre servem interesses obscuros".

"O mundo está perturbado porque há loucos que estão a tomar conta de alguns países com a demagogia e a mentira a aproveitarem-se da fraca memória dos povos. O direito internacional é cada vez mais uma falácia onde impera a lei do mais forte.O medo começa a reinstalar-se", referiu.

No início da sua intervenção, o presidente da Associação 25 de Abril invocou o feito do grupo de militares que, em 1974, através do movimento das Forças Armadas (MFA), "derrubou uma longa ditadura de 48 anos e terminou com uma longa guerra de 13 anos" nas antigas colónias portuguesas.

"É, pois, com enorme autoridade moral, conquistada com a nossa determinação de acabar com a nossa longa guerra colonial, que assumimos que os conflitos se resolvem sempre por via política e diplomática", afirmou.Vasco Lourenço acrescentou que, "passados 52 anos, os capitães de Abril recusam-se a deixar morrer os sonhos então acalentados de liberdade, paz, igualdade e justiça social".

Entrevista a Pedro Lauret: “Há uma intenção política clara de obliterar o 25 de Abril”

"Paz sim, guerra não. É este o nosso grito com que aqui vos saudamos", reforçou, no fim do seu discurso, exclamando "25 de Abril sempre" e "viva Portugal".

Neste jantar esteve também presente o anterior Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que entrou com António José Seguro na Estufa Fria e ficou sentado à mesma mesa do chefe de Estado, os dois separados pelo presidente da Associação 25 de Abril, Vasco Lourenço. À chegada, nenhum deles prestou declarações à comunicação social, que saiu após as intervenções iniciais.

25 de Abril nos Palácios: Montenegro celebra o teatro, Seguro festeja a liberdade

Capitães de Abril juntam Seguro e Marcelo e não convidam Governo

Tem dúvidas, sugestões ou críticas? Envie-me um e-mail:clubeexpresso@expresso.impresa.pt

Faça login e junte-se ao debate

Insira o código presente na Revista E para se juntar ao debate

Seguro nomeia Gustavo Cardoso como consultor para "política estratégica" e levou assessores diferentes às reuniões patrões e sindicatos

Campos Fernandes defende que saúde precisa de consensos e é possível fazer mais com menos meios

Seguro escolhe ex-ministro Adalberto Campos Fernandes para coordenar Pacto para a Saúde

Reabrir Estreito de Ormuz é a prioridade da UE, Merz sugere aliviar sanções ao Irão

Pequim constrói nova ilha artificial no Mar do Sul da China: “Isto está necessariamente ligado aos planos chineses para Taiwan”

Segurança Social vai assegurar 100 camas intermédias em maio

Mentir na CPI pode levar à prisão: 10 respostas sobre polémica com a ministra da Saúde

Edmundo Inácio: “Chego a Inglaterra, vou a uma hamburgueria e peço o que pedia em Portugal. Olharam para mim: ‘o que faz aqui alguém que não sabe inglês?’”

O Alentejo é uma mina e 'retém' milhares de trabalhadores debaixo de terra, com salários acima da média

Rixa de vizinhos chega ao Supremo e pode determinar destino de Ricardo Salgado

Mão (Paulo Pedro Gonçalves e DJ Vibe): “Nos Heróis do Mar deram-nos dinheiro para gravar um disco, comprar roupa, instrumentos. Hoje vais a uma editora e mandam-te pagar a capa”

Nova fase dos cheques para comprar carros elétricos chega até junho, promete a ministra do Ambiente

Prémios Play: todos os vencedores da noite em que Jorge Palma ganhou o Prémio Carreira e celebrou o 25 de Abril

O Homem Que Comia Tudo

A pizza mais deliciosa de Portugal não fica nem em Lisboa, nem no Porto

Sofia Barbosa: “Eu e a minha irmã fizemos a viagem de comboio Porto-Lisboa a chorar, quando estávamos em mudanças: 'Não acredito, vamos mesmo embora'”

Rita Évora dos Santos: “Tinha a conta ordenado a negativo. Muitas vezes saía à meia-noite do trabalho num centro comercial e às 7h estava a limpar um escritório”

Há novos desenvolvimentos sobre o acidente que matou Diogo Jota e André Silva

Chuva forte, trovoada e granizo deixam três distritos sob aviso amarelo

Sistema "Volta": restaurantes são obrigados a cobrar depósito de 10 cêntimos da garrafa no final do consumo?

"Uma telha partida pode obrigar a trocar o telhado inteiro": petição pede padronização de telhas

Benefícios fiscais para doentes oncológicos repostos, Liga Contra o Cancro saúda decisão da AT

Mulher morre em acidente na A2 em Almodôvar

Encontrado morto homem que estava desaparecido em naufrágio no rio Douro

Presidência da RepúblicaSeguro afirma que é preciso "cumprir Abril" na justiça social, dignidade do trabalho e verdadeExpressoAgência Lusa

Presidência da RepúblicaSeguro nomeia Gustavo Cardoso como consultor para "política estratégica" e levou assessores diferentes às reuniões patrões e sindicatosRita Dinis

SaúdeCampos Fernandes defende que saúde precisa de consensos e é possível fazer mais com menos meiosAgência Lusa

Presidência da RepúblicaSeguro escolhe ex-ministro Adalberto Campos Fernandes para coordenar Pacto para a SaúdeRita DinisAgência Lusa

União EuropeiaReabrir Estreito de Ormuz é a prioridade da UE, Merz sugere aliviar sanções ao IrãoSusana Frexes

ÁsiaPequim constrói nova ilha artificial no Mar do Sul da China: “Isto está necessariamente ligado aos planos chineses para Taiwan”Catarina Maldonado VasconcelosJaime Figueiredo

SaúdeSegurança Social vai assegurar 100 camas intermédias em maioVera Lúcia Arreigoso

ParlamentoMentir na CPI pode levar à prisão: 10 respostas sobre polémica com a ministra da SaúdeLiliana Coelho

Posto EmissorEdmundo Inácio: “Chego a Inglaterra, vou a uma hamburgueria e peço o que pedia em Portugal. Olharam para mim: ‘o que faz aqui alguém que não sabe inglês?’”

EconomiaO Alentejo é uma mina e 'retém' milhares de trabalhadores debaixo de terra, com salários acima da média

SociedadeRixa de vizinhos chega ao Supremo e pode determinar destino de Ricardo Salgado

Blitz Posto EmissorMão (Paulo Pedro Gonçalves e DJ Vibe): “Nos Heróis do Mar deram-nos dinheiro para gravar um disco, comprar roupa, instrumentos. Hoje vais a uma editora e mandam-te pagar a capa”

EnergiaNova fase dos cheques para comprar carros elétricos chega até junho, promete a ministra do Ambiente

NotíciasPrémios Play: todos os vencedores da noite em que Jorge Palma ganhou o Prémio Carreira e celebrou o 25 de Abril

O Homem Que Comia TudoA pizza mais deliciosa de Portugal não fica nem em Lisboa, nem no Porto

Geração 2000Sofia Barbosa: “Eu e a minha irmã fizemos a viagem de comboio Porto-Lisboa a chorar, quando estávamos em mudanças: 'Não acredito, vamos mesmo embora'”

O Tal PodcastRita Évora dos Santos: “Tinha a conta ordenado a negativo. Muitas vezes saía à meia-noite do trabalho num centro comercial e às 7h estava a limpar um escritório”

DesportoHá novos desenvolvimentos sobre o acidente que matou Diogo Jota e André Silva

MeteorologiaChuva forte, trovoada e granizo deixam três distritos sob aviso amarelo

SIC VerificaSistema "Volta": restaurantes são obrigados a cobrar depósito de 10 cêntimos da garrafa no final do consumo?

Meteorologia"Uma telha partida pode obrigar a trocar o telhado inteiro": petição pede padronização de telhas

Saúde e Bem-estarBenefícios fiscais para doentes oncológicos repostos, Liga Contra o Cancro saúda decisão da AT

PaísMulher morre em acidente na A2 em Almodôvar

PaísEncontrado morto homem que estava desaparecido em naufrágio no rio Douro