Plano PTRR de €22,6 mil milhões apresentado pelo Governo para recuperação climática enfrenta ceticismo político; greve geral iminente contra revisão laboral; estrondo em Figueira da Foz causado por F-16, sem danos. O Governo tem um plano de €22,6 mil milhões. Agora o PTRR tem de convencer o Parlamento e sobretudo o país O Governo tem um plano de €22,6 mil milhões. Agora o PTRR tem de convencer o Parlamento e sobretudo o país Olá, e obrigado por começar o diaconnosco.Quando a depressão Kristin varreu a região Centro em janeiro, não foi apenas a paisagem que ficou irreconhecível. Ficou também exposta afragilidade de um país pouco preparado para o que o clima lhe reservava. Não têm faltado avisos mas de pouco serviram até que a tempestade chegasse. Muitos deles foram constantemente ignorados. As populações ficaram sem luz, sem rede no telemóvel, sem internet, as estradas desapareceram e milhares de casas perderam quaisquer condições de habitabilidade.No entanto, as fissuras não se abriram apenas nas paredes dos edifícios afetados, ficou patente afragilidade dos sistemas de respostae foi preciso improvisar. Só que a capacidade de improviso não serve um país a braços com as alterações climáticas e o Governo decidiu que era apresentar um plano.Serão22,6 mil milhões de euros destinados a recuperar dos estragos das tempestades e a tornar o país mais resiliente. Assente em três pilares (Recuperar, Proteger, Responder), o PTRR — Portugal, Transformação, Recuperação e Resiliência foi apresentado como resposta ao diagnóstico feito ao país nos últimos três meses.A ambição é grande, mas o verdadeiro teste estará naestrutura montada. A arquitetura financeira do PTRR é complexa e pode ser menos menos sólida do que o número gordo sugere.A pergunta“de onde vem o dinheiro?”impõe-se, e dois terços serão verbas públicas: 6,2 mil milhões do Orçamento do Estado, 2,4 mil milhões de empresas públicas (como a Global Parques e o grupo Águas de Portugal) e 4,2 mil milhões de fundos europeus. O terço restante surgirá na forma de investimento privado, através de parcerias público-privadas (PPP) e concessões.Mas haverá ainda muito para conhecer sobre estes €7,6 mil milhões, apresentados de forma agregada, como o próprio documento admite. Asfichas detalhadas só serão desenvolvidas ao longo de 2026. Por enquanto, apenas é possível saber de onde poderá vir o dinheiro nos próximos anos. Já o detalhe sobre como chegará ainda está por vir.Apesar disso, éjá possível conhecer as apostas do plano e a energia terá uma grande fatia. São €4,66 mil milhões de euros, grande parte deles destinados à modernização das redes de distribuição, mas este investimento de €4 mil milhões já se encontra refletido nas tarifas reguladas pagas pelos consumidores, pelo que não se trata de novas verbas. Seguem-se 500 milhões para armazenamento energético e 53 milhões para umarede de carregamento de emergênciapara veículos elétricos prioritários.Aágua é outro eixo central, com barragens, regadio, gestão de bacias hidrográficas e digitalização do ciclo, num total superior a dois mil milhões.Já nascomunicações, uma das falhas mais visíveis das tempestades — três meses após a Kristin, 20 mil clientes continuam sem serviço fixo —, oplano prevê equipar todas as juntas de freguesia com telefones SIRESP, satélite e ligações Starlink(“Freguesias Ligadas”, 46 milhões), modernizar o próprio SIRESP por 29 milhões, e obrigar as operadoras a partilharem redes em contexto de catástrofe. É algo a que o setor já reagiu com resistência.O plano inclui aindareservas estratégicas:70 milhões para medicamentos e dispositivos médicos, em resposta à Ordem dos Farmacêuticos, e 200 milhões para uma reserva alimentar, assente em operadores privados com capacidade garantida pelo Estado.Uma preocupação que, revelou Montenegro, tem sido partilhada pelo Presidente da República. Quem parece pouco convencida com os anúncios de Montenegro é a oposição. Num país habituado a muitos anúncios para pouca execução,não faltou ceticismo no Parlamento.À direita, o IL criticou a “pompa e circunstância”desligada do terrenoenquanto o Chega classificou o plano como “confuso e burocráticocomo os de António Costa”.À esquerda, o PS falou em“operação de marketing” com “medidas já conhecidas”. Já o Bloco lamentou otiming— dias após o fim da moratória do crédito à habitação para famílias afetadas —, ao passo que o PCP apontou àliquidez das autarquiase ao adiamento de medidas urgentes para 2034. Só oLivre reconheceu avanços, mantendo reservas quanto ao impacto de seguros obrigatórios nas famílias mais vulneráveis.Há ainda muito em aberto nesta grelha de programação. O plano operacional, com cronogramas vinculativos, virá ao longo deste ano.Será desta que o programa se cumpre?A resposta dependerá menos do que está no papel e mais do que acontecer no terreno. Greve iminente.A CGTP está a preparar umanova greve geralcontra a revisão laboral do Governo, com anúncio no Dia do Trabalhador e possível data a 2 de junho. Já a UGT mantém-se cautelosa, aguardando negociações em concertação social. Apesar das divergências táticas, há aproximação entre centrais, podendo surgir contestação conjunta se não houver acordo. A pressão sindical está a aumentar, numa altura em que a ministra se prepara para fechar o dossiê e enviar a proposta ao Parlamento. Estrondo explicado.A Força Aérea Portuguesaconfirmouesta terça-feira que o ruído sentido na Figueira da Foz no dia anterior resultou da “realização de uma missão operacional de F-16M (...) em que houve necessidade de ultrapassar a barreira do som”. O fenómeno sonoro e vibratório, que atingiu o litoral Centro sem explicação, foi amplificado pelas condições atmosféricas. Não causou quaisquer danos, apesar doalarme iniciale da incerteza sobre a origem. Discurso histórico.Carlos III tornou-se esta terça-feira o terceiro monarca britânicoa discursar no Congressodos EUA, seguindo as pisadas da mãe Isabel II. Num discurso com meia hora de duração, defendeu a manutenção da 'relação especial' entre Reino Unido e Estados Unidos, citou Oscar Wilde e apelou à união na defesa da democracia e apoio à Ucrânia. O chefe de Estado não perdeu ainda a oportunidade de evocar os atentados de 11 de Setembro e a aliança histórica entre ambos os países. Dúvidas militares.O vice-presidente dos EUA, J. D. Vance,está preocupadocom o esgotamento das reservas de mísseis americanos e tem vindo a questionar informações do Pentágono sobre a guerra no Irão. Visão oposta mostra o secretário da Defesa, que continua a projetar uma imagem de controlo, que, segundo responsáveis militares, omite a resiliência das forças iranianas.Discussão ética.O debate requerido pelo Livre na Assembleia Municipal de Lisboa, para "repensar a governação de Lisboa"dividiu a oposição, com o PS a considerar o debate "errado" e "lateral". O partido abordou casos polémicos do mandato de Carlos Moedas, incluindo nomeações controversas e a aproximação ao Chega, gerando críticas dos partidos da direita. Acusaram o Livre de "ataque pessoal" que não “enaltece” o órgão municipal. “Não existe lugar para a violência política nos nossos queridos Estados Unidos”Bruce Springsteen, músico,reageà tentativa de assassinato de Donald Trumpno jantar de correspondentes, na Casa Branca. Tanto o FBI como o procurador-geralnegaramfalhas de segurança. “Vivemos em piloto automático, desconectados do corpo, e isso mata o desejo”Ana Alexandra Carvalheira, sexóloga, nopodcast“O prazer é todo meu”.“Estamos a fazer pouco do primeiro filme: é bom que ‘O Diabo Veste Prada 2’ seja mais relevante”David Frankel, realizador, sobre o filme que seestreia esta quarta-feiranos cinemas nacionais. O que ando a ver “O Diabo Veste Prada 2”, de David FrankelA estreia é hoje, há várias salas com sessões esgotadas, e o que li sobre a sequela de “O Diabo Veste Prada 2” promete.A crítica coloca-o mesmo acima do filme original. Elogia-lhe a atualidade —o fim do jornalismo tradicional, a ascensão da inteligência artificial e uma América polarizada— e explica como o glamour é usado como fachada para falar de mudanças profundas no mundo real.Meryl Streep regressa como Miranda, Anne Hathaway volta ao papel de Andy. E sobre o resto só poderei falar amanhã. O que ando a ler “Autobiografia da Minha Mãe”, de Jamaica KincaidAndava à procura de um livro novo quando me cruzei coma crítica da Ana Bárbara Pedrosa sobre “Autobiografia da Minha Mãe”, de Jamaica Kincaid. Depois de ter lido“Lucy”, está escolhida a próxima história a chegar à minha mesa de cabeceira. Desta vez, vou conhecera vida de Xuela Richardson, órfã de mãe desde o nascimento na Ilha de Dominica. EsteExpresso Curtofica por aqui.Tenhauma boa semanae acompanhe os nossos Exclusivos para assinantes.Aproveite e assine o Expresso, antes de planear os próximos dias e horas de descanso com as sugestõesBoa Cama Boa Mesa. Divirta-se também com os nossos jogos (palavras cruzadas,sudokuesopas de letras). Quanto a nós, já sabe que estaremos sempre por cá: noExpressoe naSIC, naTribunae naBlitz. Tem dúvidas, sugestões ou críticas? Envie-me um e-mail:jmsalvador@expresso.impresa.pt Faça login e junte-se ao debate Insira o código presente na Revista E para se juntar ao debate A reforma laboral não vai passar (exercícios de futurologia e outros pensamentos) O branqueamento à solta, o 25 de Abril que volta e a guerra que não acaba Governo quer todos os contratos com fundos europeus à margem do visto prévio "O Diabo Veste Prada 2" supera o original: a IA e as redes sociais entraram no mundo da alta costura Força Aérea esclarece estrondo: “Houve necessidade de ultrapassar a barreira do som” What's up com Carolina Patrocínio “Digo sempre que a revolução não foi boa para mim, porque separou a minha família” Encontrado jovem que desapareceu esta segunda-feira no rio Arda Cláudia Custódio: “Quando me perguntavam o que queria ser quando fosse crescida, dizia que queria ir trabalhar para 'O Tal Canal', com o Herman José" Mão (Paulo Pedro Gonçalves e DJ Vibe): “O Kremlin tinha que fechar às 4 da manhã e voltava a abrir às 6 com uma licença de pastelaria. 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